Por que você precisa visitar a Polinésia Francesa
Esta é uma das viagens mais exclusivas do planeta [...]
Seja lá qual for seu orçamento, a Polinésia Francesa é destino cobiçado da nação viageira, daqueles que fazem a gente querer arrumar as malas só de ouvir nomes como Bora Bora, Moorea e Taiti.
E a melhor notícia é que brasileiros não precisam de visto para permanência de até 90 dias.
Polinésia Francesa
A meio caminho para a Austrália, no Pacífico, aquele mundo de 118 ilhas, em cinco arquipélagos da Polinésia Francesa, tem como principal porta de entrada o aeroporto internacional de Faa'a, comuna do subúrbio de Papeete, capital do Taiti.
Brasileiros que voam com companhias aéreas, como Latam ou American Airlines, fazem conexão com a parceira Air Tahiti Nui, cujo voo Los Angeles-Papeete dura nove horas, aproximadamente.
A alta temporada vai de julho a agosto, mas os preços mais camaradas costumam ser aplicados nas temporadas intermediárias (de abril a junho e de setembro a novembro). Em simulação em plataformas de buscas de passagens, o Viagem em Pauta encontrou bilhetes em classe econômica, a partir de R$ 13.394, para uma viagem em abril de 2026.
A melhor época para visitar o Taiti vai de março a novembro, quando o clima é mais seco. De dezembro a fevereiro, as temperaturas são mais elevadas, assim como as chances de pegar chuva.
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Temperaturas elevadas, águas suaves, montanhas cônicas e ilhas de corais que emergem do oceano.
As descrições que Charles Darwin fez sobre as Ilhas do Taiti em seus diários de viagem parecem tão atuais como se aquele jovem cientista inglês acabasse de desembarcar na Polinésia.
Mas visitar terras paradisíacas do outro lado do planeta tem seu preço.
No caso da tripulação do navio Beagle, foi a longa travessia de 5.100 km, entre Galápagos, no Equador, e o Taiti, no Pacífico Sul.
Já para os viajantes de hoje, o preço que se paga é o custo elevado de uma das viagens mais exclusivas do planeta, daquelas que a gente nunca mais quer voltar para casa.
Raiatea
Embora não seja a mais lembrada na hora de fazer turismo no Taiti, Raiatea ("paraíso distante") fica a 45 minutos de voo de Papeete e é considerada a primeira ilha a ser povoada em toda a Polinésia, e por isso é considerada o 'berço dos deuses'.
Havai'i, seu nome original, é endereço da marae (pronuncia-se "maré"), lugar sagrado ao ar livre para as sociedades polinésias. Espécie de encontro entre o mundo dos vivos e o dos antepassados, foi nessa marae que teria começado toda a expansão polinésia no Pacífico.
A mais famosa delas é Taputapuatea, exemplar de mil anos, em uma área de mais de dois mil hectares, no extremo de uma península no leste de Raiatea. Era ali que os mā'ohi faziam cerimônias religiosas, rituais fúnebres e atos políticos, em um grande pátio com uma pedra em seu centro.
A Unesco deu ao local o primeiro título de Patrimônio da Humanidade a uma área de reconhecimento cultural em um destino francês ultramarino, a 18 mil km da França.
Papeete
Seja lá qual for seu roteiro, não tem como escapar da capital do Taiti, única porta de entrada de estrangeiros.
Com quase 200 mil habitantes, o Taiti é a ilha mais povoada. Só para ter uma ideia, Moorea, o segundo destino polinésio mais habitado, abriga 16 mil pessoas. Por isso, se você for ficar em Papeete, a dica é deixar a cidade para o início da viagem, a fim de evitar o choque de urbanidade no retorno de ilhas da Polinésia.
Tahiti Iti ('pequena Taiti', em português) é uma península que se isola ao sul do Taiti. Foi ali, em Teahupo'o, que o brasileiro Gabriel Medina "voou" para a famosa foto tirada na Olimpíada de Paris 2024.
Tahiti Iti é o lugar onde o Tahiti se agranda, em vales que se abrem em direção ao mar, com imensas cachoeiras que rasgam picos montanhosos que parecem recém-lapidados. E tudo isso dá para ver da própria embarcação que faz tours na região, um passeio de 7h de duração, entre Vairao e Te Pari, no extremo sul da ilha, cujo acesso é apenas por barco.
O roteiro começa pela manhã, na costa de Teahupoo, endereço famoso pelos pontos de surfe de nível internacional. A viagem segue com outras paradas em pontos de águas claras (e mais profundas) para prática de snorkel e observação de vida marinha.
No entanto, o ponto máximo do passeio é Te Pari, uma área preservada que guarda uma cachoeira escondida entre a vegetação fechada, em frente ao mar, e piscinas naturais que se formam entre extensas plataformas de corais.
Taha'a
Eis a terra ilha da baunilha e dos motus cenográficos.
A 45 minutos do Taiti, essa ilha em formato de flor é conhecida pelas visitas guiadas em fazendas de baunilha e pelos motus ("ilha", em língua polinésia"), com interior de águas rasas ideais para atividades como snorkel em jardins de corais e almoços rústicos servidos nessas ilhotas de recifes.
O melhor jeito de conhecê-los é nos passeios de barco pelo interior da barreira de coral que abraça Taha'a e a vizinha Raiatea, formando piscinas naturais em lagoas de grandes dimensões.
Moorea
É uma das ilhas mais visitadas na Polinésia Francesa, a apenas 35 minutos de barco de Papeete.
Esse playground natural tem jardins de corais que se escondem em águas calmas, vales que se abrem em uma antiga cratera vulcânica e picos montanhosos que se afinam diante de uma das baías mais lindas da região.
Para certificados ou para quem vai submergir pela primeira vez, o mergulho é uma das atividades obrigatórias na ilha, conhecida pela grande concentração de cardumes, tartarugas e tubarões. A atividade acontece em águas quentes e de alta visibilidade, e são conhecidas pela proximidade da costa e os pontos de mergulho, encurtando o tempo de navegação.
A 270 metros de altitude, a Baía Opunohu tem uma das vistas mais impressionantes de Moorea, durante o passeio pelo Belvédère de Opunohu. De carro, a pé ou até de quadriciclo, é possível subir a estrada em zigue-zague até mirantes, de onde se vê aquele cenário cinematográfico do alto, que já foi até cenário de filmes como 'Rebelião em alto-mar (com Anthony Hopkins e Mel Gibson).
É do alto que se percebe a geografia da ilha em forma de tridente, cuja costa norte se abre nas baías de Opunohu, à esquerda, e a de Cook, à direita, que abraçam o Mount Rotui, ao centro.
Bora Bora
Diz a lenda que essa ilha um dia se chamou Vavau, em homenagem a esse guerreiro e excelente navegador, filho de uma pedra em forma de sapo (Ofa'i honu) e Honora'i, o penhasco sagrado. Desde então, o romance parece dar o tom nesse destino que virou sinônimo de lua de mel para casais com orçamento mais folgado.
Por isso, Bora Bora é o lugar para quem quer ficar em lagoas rasas de águas turquesas, ficar aos pés da Otemanu, a montanha mais alta da ilha (727 metros), ou simplesmente ficar para sempre.
Aliás, Vavau, o nome do guerreiro desbravador de mares, significava "instalar-se" (s'installer, em francês).
Até lá são 50 minutos para quem sai de Papeete ou apenas 20 minutos de voo, a partir de Raiatea. Curiosamente, o aeroporto local fica em uma língua estreita de terra, ao norte da ilha, onde os passageiros devem tomar um transfer marítimo curto (gratuito), oferecido pela companhia aérea, até Vaitapé, capital de Bora Bora.