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Praia do Forte reúne tranquilidade e belezas naturais na Bahia; conheça

A apenas 45 minutos de Salvador (BA), a cidade em que o mar e os coqueiros imperam tem um resort à beira-mar que renova qualquer viajante

23 set 2013
10h18
atualizado às 10h18
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Quando o empresário paulista Klaus Peters resolveu em 1968 comprar 5.600 hectares de terra na Praia do Forte, a 55 km de Salvador (BA), poderia ter sido chamado de louco. Na até então vila de pescadores, praticamente não havia luz elétrica, água encanada nem sinal telefônico. Mas Peters passou a desenvolver a região. Montou uma pousada, imobiliária, loja, empresa de transportes... Seu mais ambicioso projeto foi a construção do primeiro grande hotel por lá, em 1985: o Praia do Forte Ecoresort – desde 2006 chamado Tivoli Ecoresort, quando foi adquirido pela rede portuguesa Tivoli.

O neto de alemães urbanizou a Praia do Forte, mas sempre com a preocupação ecológica. Por isso, a preservação ambiental virou marca da cidade. O aspecto, claro, também é extremamente presente no hotel: uma infinidade de coqueiros permeia as centenas de espreguiçadeiras distribuídas ao redor das piscinas e em frente à praia. A atenção a essas árvores é tanta que a regra é que nenhuma construção na cidade (e no Tivoli) pode ultrapassar a altura de um coqueiro padrão.

Assim, o hotel de ambiente sofisticado é composto por blocos de quartos baixos que, junto com os quatro restaurantes, são espalhados em 300 mil m² de jardim. Isso dá a sensação de total liberdade, de privacidade e de que você é um dos poucos hóspedes – não importa se o resort está com a ocupação máxima ou não. O hotel tem toda a calmaria que em nada lembra o clima dos grandes resorts com corre-corre de crianças, festas de galera e monitores para lá e para cá. O Tivoli é mais para quem procura sossego.

A vila 
A localização ajuda a aumentar o clima de tranquilidade. O pedaço da praia em que o resort está instalado não tem nada de muvuca. Apesar dos muitos tours de Salvador à cidade, a área é pouco frequentada e só uma pessoa ou outra caminhando ou curtindo as piscinas naturais formadas pelos arrecifes complementam a paisagem da região.

O resort fica numa enseada cheia dessas formações rochosas, o que significa que onda é coisa rara naquele trecho do mar, considerado quase uma piscina de água salgada e morna a qualquer hora do dia. E, basta caminhar cerca de 700 metros para chegar a alguns atrativos da cidade: O Projeto Tamar, que visa proteger as tartarugas e apresenta em tanques e aquários algumas das espécies; e a avenida ACM, a principal da vila, com restaurantes bacanas e grifes cariocas e paulistas (como Osklen, Blue Man e Cantão) mesclados a lojinhas de artesanato e botecos.

Embora seja chamada de avenida, trata-se de um calçadão, onde carros são proibidos de entrar. Circulam somente os tuc-tucs – bicicletas coloridas e adapta das com bancos para levar até quatro pessoas – que, usados como táxis, deixam claro que a Praia do Forte tem um quê de única se comparada a outros destinos do Nordeste. 

É no vilarejo que fica o bar do Souza, o lugar de maior agito à noite na Praia do Forte. Literalmente reúne gente de todos os perfis: de adolescentes a casais de idosos, de nativos a turistas estrangeiros, além de empresários da hotelaria da Praia do Forte. 

Todos se divertem e boa parte dança e canta sucessos de axé e sertanejo universitário. É lá também que fica a típica Casa de Farinha, um quiosque famoso por oferecer os populares beijus, uma espécie de tapioca.

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