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Tempestade solar pode atingir a Terra neste fim de semana; entenda os efeitos

Atividade prevista para sexta e domingo deve ter baixa intensidade, com efeitos mais perceptíveis em regiões próximas aos polos

2 out 2026 - 14h13
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Resumo
Uma tempestade solar de nível G1, considerada de baixa intensidade, deve atingir a Terra neste fim de semana de forma lateral, segundo a NOAA. O fenômeno não causará impactos significativos na rotina da população nem interrupções generalizadas em serviços de internet ou telefonia. Podem ocorrer apenas pequenas oscilações em sinais de GPS, comunicações de rádio e redes elétricas em regiões próximas aos polos, onde também há chance de intensificação de auroras boreais. No Brasil, não haverá efeitos.

Uma tempestade solar de baixa intensidade pode provocar novas alterações no campo magnético da Terra neste fim de semana. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) prevê períodos de maior atividade nesta sexta-feira (2) e no domingo (4).

Tempestade solar prevista pela NOAA deve ter baixa intensidade e não indica interrupções generalizadas de internet ou celular
Tempestade solar prevista pela NOAA deve ter baixa intensidade e não indica interrupções generalizadas de internet ou celular
Foto: tonymelony/Getty Images / Bons Fluidos

A expectativa é de uma tempestade geomagnética de nível G1, o primeiro patamar da escala utilizada pelo órgão norte-americano. Nesse cenário, portanto, não há indicação de impactos significativos na rotina da população ou de interrupções generalizadas em serviços como internet e telefonia celular.

A atividade desta sexta-feira está relacionada ao material expelido pelo Sol no dia 28 de setembro. No domingo, outro fluxo de partículas deve voltar a favorecer alterações no campo magnético terrestre.

Como uma tempestade solar afeta a Terra?

Segundo a NASA, tempestades solares envolvem liberações repentinas de partículas, energia e campos magnéticos pelo Sol. Esses episódios podem gerar diferentes fenômenos, entre eles erupções solares e ejeções de massa coronal.

Quando uma dessas grandes nuvens de material segue em direção ao nosso planeta, ela pode interagir com o campo magnético terrestre. Essa perturbação recebe o nome de tempestade geomagnética. No evento associado a esta sexta-feira, a previsão indica que o material deve alcançar a Terra de maneira lateral, em vez de atingir diretamente o planeta.

"A nossa análise mostra que a massa coronal está se movendo pelo espaço e atingirá a Terra através da sua borda lateral, gerando o que chamamos de 'impacto de raspão'", explicou um meteorologista espacial da NOAA à 'CNN'. 

Para domingo, os especialistas também acompanham a influência de um fluxo mais rápido de vento solar vindo de um buraco coronal, região da atmosfera do Sol onde o campo magnético se abre e permite que partículas escapem com mais velocidade para o espaço.

Tempestade solar pode afetar internet e celular?

Apesar do nome chamar atenção, a previsão atual aponta um evento de baixa intensidade. A NASA explica que fenômenos solares podem afetar sistemas tecnológicos, mas a atmosfera e o campo magnético da Terra ajudam a proteger quem está na superfície dos efeitos mais intensos.

Neste fim de semana, não há previsão de quedas generalizadas de internet ou telefonia móvel. Pequenas variações podem aparecer em sinais de GPS e em comunicações de rádio de alta frequência, principalmente em áreas próximas aos polos.

Redes elétricas localizadas em latitudes muito altas também podem apresentar oscilações discretas. Satélites em órbita, por outro lado, podem sentir mudanças nas condições da atmosfera superior. No Brasil, contudo, não devem ocorrer alterações relevantes na rotina em decorrência do fenômeno previsto.

Atividade solar favorece auroras

As perturbações no campo magnético também podem influenciar a ocorrência das auroras, fenômeno luminoso observado principalmente em regiões de altas latitudes.

Quando a atividade geomagnética aumenta, essas luzes podem surgir em áreas um pouco mais afastadas dos polos. Como a previsão atual indica um evento fraco, porém, os efeitos devem continuar concentrados principalmente nessas regiões.

A intensidade real só fica mais clara quando o material solar chega à Terra. Até lá, especialistas monitoram características como velocidade e orientação das partículas para entender como será a interação com o campo magnético do planeta.

Bons Fluidos
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