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'Super El Niño' já chegou ao Brasil: veja como o fenômeno vai afetar o clima

Neste ano, o fenômeno deve ocorrer com maior intensidade, alternando calor histórico, secas severas e temporais isolados

24 jun 2026 - 19h38
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O centro de monitoramento do clima nos Estados Unidos, o NOAA, confirmou oficialmente que o El Niño já está ativo e trará consequências severas. Os meteorologistas apontam que, neste ano, o fenômeno se manifestará de forma ainda mais intensa, ganhando o status de 'Super El Niño'.

Neste ano, o El Niño deve ocorrer com maior intensidade, alternando calor histórico, secas severas e temporais isolados
Neste ano, o El Niño deve ocorrer com maior intensidade, alternando calor histórico, secas severas e temporais isolados
Foto: BlackSalmon/Getty Images / Bons Fluidos

O impacto desse fenômeno, que já chegou ao Brasil, deve começar a ser sentido no território nacional, exigindo atenção das autoridades e da população. Vale lembrar que o último evento de grande magnitude ocorreu recentemente, entre 2023 e 2024, sendo classificado como um dos mais fortes e destrutivos dos últimos tempos.

O El Niño se caracteriza por uma alteração no equilíbrio entre os ventos, a pressão atmosférica e a umidade global. Tudo começa com o aumento anormal da temperatura das águas do Oceano Pacífico. Quando esse aquecimento acontece, a evaporação aumenta e os ventos tradicionais perdem força. Dessa forma, a água quente que costuma se concentrar perto da Oceania acaba se espalhando e aquecendo a costa da América do Sul, gerando desequilíbrios climáticos em escala planetária.

Os impactos do 'Super El Niño' no Brasil

O cenário climático desenhado para os próximos meses mostra que o Brasil enfrentará realidades completamente opostas a depender da região geográfica. O comportamento do clima exigirá adaptações rápidas no dia a dia dos brasileiros. Os principais efeitos esperados para cada localidade incluem:

  • Norte e Nordeste sob forte estiagem: ambas as regiões devem enfrentar uma severa redução no volume de chuvas e escassez de água. No Norte, os rios mais baixos prejudicarão o transporte fluvial de ribeirinhos. Além disso, o calor extremo pode aumentar os riscos de queimadas e incêndios florestais nas duas áreas;
  • Centro-Oeste e os veranicos do Sudeste: o Centro-Oeste sentirá o aumento das temperaturas e a queda na umidade do ar. Da mesma forma, o Sudeste apresentará um histórico variável, alternando temporais com períodos prolongados de seca e calor, o famoso "veranico". Cidades como São Paulo e Rio de Janeiro devem registrar ondas de calor intensas;
  • Sul em alerta máximo para enchentes: historicamente a região mais afetada, o Sul do Brasil sofrerá com o excesso drástico de chuvas. Por isso, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul ficam sob constante ameaça de temporais frequentes, alagamentos, enchentes e deslizamentos de terra.
Bons Fluidos
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