Sintomas de infarto em mulheres são diferentes dos homens e metade das pessoas sabe disso
Entenda os sinais atípicos que o corpo feminino envia e aprenda a identificar um ataque cardíaco antes que seja tarde
As doenças cardiovasculares são a maior causa de morte entre as mulheres no Brasil, mas o perigo real mora no desconhecimento. Uma pesquisa da farmacêutica Novartis, em parceria com o Instituto IPSOS-IPEC, revelou que 51% dos brasileiros internautas não sabem que os sintomas de infarto variam entre os gêneros. Essa falta de informação impede o socorro imediato e custa vidas todos os dias.
Sintomas de infarto que parecem estresse
Diferente do que muitos pensam, o infarto feminino nem sempre começa com a clássica dor aguda no peito. "Enquanto os homens costumam apresentar o sintoma mais comum, as mulheres frequentemente relatam cansaço extremo, náusea, dor nas costas e no pescoço, além de falta de ar", explica a Dra. Maria Cristina de Oliveira Izar, professora de cardiologia da UNIFESP. Por serem sinais atípicos, eles são frequentemente confundidos com ansiedade ou estresse, atrasando a chegada ao hospital.
O diagnóstico tardio é um dos maiores gargalos na saúde feminina atual. Quando os sintomas são subestimados, o tratamento adequado demora a começar, fazendo com que as pacientes cheguem às emergências em estágios avançados. A Sociedade Brasileira de Cardiologia já alerta para a necessidade de adaptar os protocolos de atendimento, já que ferramentas baseadas apenas em padrões masculinos levam à subnotificação de riscos graves.
O inimigo silencioso e o controle do colesterol
A prevenção vai muito além de observar os sintomas e passa obrigatoriamente pelo controle do colesterol LDL, o famoso colesterol "ruim". Essa gordura se acumula silenciosamente nas artérias, formando placas que podem se romper e causar coágulos. Segundo Izar, "quando essas placas de gordura se rompem, formam-se coágulos que bloqueiam o fluxo sanguíneo, resultando em infarto agudo do miocárdio ou AVC".
Para quem já possui alto risco cardiovascular, a meta é rigorosa: manter o LDL abaixo de 50 mg/dL. Além de uma alimentação equilibrada e exercícios físicos, o acompanhamento médico e o uso de medicamentos específicos são fundamentais para evitar que a aterosclerose evolua. Superar o mito de que doenças do coração são um problema exclusivamente masculino é o primeiro passo para mudar essa estatística alarmante no país.
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