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Segundo estudo, este tipo de óleo protege o cérebro e o intestino; descubra

Pesquisadores descobriram que o ingrediente ajuda a equilibrar a microbiota intestinal com bactérias benéficas, melhorando ainda a função cognitiva

21 abr 2026 - 15h38
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O azeite de oliva extravirgem, um tipo de óleo vegetal já apontado como benéfico para a saúde do coração, agora também aparece entre os protetores do cérebro e do intestino em um novo estudo da Universitat Rovira i Virgili (URV), do Instituto de Pesquisa em Saúde Pere Virgili (IISPV) e do CIBEROBN.

Pesquisadores descobriram que o óleo, já considerado saudável, ajuda a equilibrar a microbiota intestinal, melhorando a função cognitiva
Pesquisadores descobriram que o óleo, já considerado saudável, ajuda a equilibrar a microbiota intestinal, melhorando a função cognitiva
Foto: Getty Images Pro/dulezidar / Bons Fluidos

"Esta pesquisa reforça a ideia de que a qualidade da gordura que consumimos é tão importante quanto a quantidade. O azeite de oliva extravirgem não somente protege o coração, mas também pode ajudar a preservar o cérebro durante o envelhecimento", afirmou o cientista Jordi Salas-Salvadó, em entrevista ao 'ScienceDaily'.

Os efeitos do óleo saudável

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores acompanharam 656 adultos com idades entre 55 e 75 anos por dois anos. Todos os participantes apresentavam sobrepeso ou obesidade e síndrome metabólica. Durante o período, os eles seguiram uma dieta equilibrada indicada pelos profissionais. O estudo, então, analisou testes de desempenho cognitivo e exames da microbiota intestinal.

A principal comparação ocorreu entre aqueles que consumiram azeite extravirgem e os que incluíram o tipo refinado no cardápio diário. Os impactos na saúde variam em decorrência do método de produção. Isso porque, enquanto o primeiro é feito por meio da extração mecânica a frio, o que preserva nutrientes essenciais, o segundo passa por processos químicos e térmicos para neutralizar sabores e odores de frutos de menor qualidade, resultando em um produto final com menos benefícios.

De acordo com os cientistas, o consumo regular do tipo extravirgem mostrou potencial significativo para preservar a função cognitiva e o funcionamento do intestino. Esses efeitos estão relacionados à maior presença do grupo de bactérias boas conhecido como Adlercreutzia, devido à ingestão do ingrediente. Sua influência na microbiota intestinal, conforme apontam, ajuda a proteger o cérebro e prevenir doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.

"Em um momento em que os casos de declínio cognitivo e demência estão em alta, nossos achados reforçam a importância de melhorar a qualidade da dieta e, em particular, priorizar o azeite extravirgem em relação a versões refinadas como uma estratégia eficaz, simples e acessível para proteger a saúde do cérebro", destacaram as pesquisadoras Nancy Babio e Stephanie Nishi.

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