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Vacinados contra covid-19 no Brasil chega a mais de 3,5 mi

Até este domingo, 7, 3.573.150 pessoas já receberam a primeira dose da vacina no País

7 fev 2021 21h34
| atualizado às 22h02
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O Brasil ultrapassou neste domingo, 7, a marca de 3,5 milhões de pessoas vacinadas contra a covid-19, mostram dados reunidos pelo consórcio de veículos de comunicação. Desde às 20h de ontem, 44.343 pessoas receberam a primeira dose. No total, a quantidade de imunizados chegou a 3.573.150, com dados atualizados nas últimas 24 horas em 21 Estados. O número representa 1,69% da população brasileira.

Funcionária de casa de repouso recebe dose da vacina da Pfizer-BioNTech contra Covid-19, em Nova York
04/01/2021
REUTERS/Yuki Iwamura
Funcionária de casa de repouso recebe dose da vacina da Pfizer-BioNTech contra Covid-19, em Nova York 04/01/2021 REUTERS/Yuki Iwamura
Foto: Reuters

De acordo com o microbiologista da Universidade de São Paulo (USP) Luiz Gustavo de Almeida, no ritmo em que a vacinação contra a covid-19 é conduzida no Brasil, o País levaria mais de quatro anos para ter toda a sua população imunizada. Para fazer os cálculos, Almeida baseou-se no número total de brasileiros a serem vacinados (160 milhões, segundo o IBGE, já que os menores de 18 anos não serão imunizados agora) e a média de imunizações diárias atual, que é de 200 mil pessoas. A escassez de vacinas é apontada por especialistas como a maior causa da lentidão do processo, que já começou depois de cerca de 50 outros países.

Na noite deste sábado, 6, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Manguinhos (zona norte do Rio de Janeiro), recebeu lote com 88 litros do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), princípio ativo necessário para a fabricação da vacina contra covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo laboratório AstraZeneca, suficientes para a produção de 2,8 milhões de doses 2,8 milhões de doses de vacina. As primeiras vacinas fabricadas com esse material devem ser entregues ao Ministério da Saúde entre 12 e 15 de março, segundo previsão da Fiocruz.

Já na manhã de hoje, a Prefeitura de São Paulo anunciou que deve antecipar a campanha de vacinação do grupo de idosos com idades entre 85 e 89 anos, agendada oficialmente para 15 de fevereiro. Ela também deseja ampliar o horário da imunização nos postos de saúde até às 22 horas, tão logo seja possível a vacinação em massa.

Segundo o secretário municipal de Saúde de SP, Edson Aparecido, em entrevista ao Estadão, do total de 32.837 idosos do grupo acima dos 90 anos, 16.630 já receberam a primeira dose da Coronavac, vacina produzida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac.

Ate este domingo, o Brasil já contabiliza mais de 9,5 milhões de casos de covid-19 e mais 230 mil mortes desde o início da epidemia, segundo o consórcio dos veículos de imprensa. Nos últimos sete dias, a média móvel de mortes foi de 1.004. Já são 18 dias com essa média acima da marca de mil.

Estadão
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