Vacina da gripe causa gripe? Especialista esclarece mitos comuns
Infectologista explica quem deve se vacinar e por que a dose anual é essencial para evitar complicações
Com a chegada do outono, a vacinação contra a gripe volta a ser prioridade na saúde pública. Mais de 2 milhões de doses já foram aplicadas no Brasil nesta campanha.
A imunização é fundamental para evitar complicações graves e internações hospitalares. O vírus circula com mais força durante o inverno e as baixas temperaturas.
Embora muitos tenham dúvidas, a recomendação médica é clara e direta. A vacina é indicada para toda a população a partir dos seis meses de idade.
No SUS, a campanha foca inicialmente nos grupos mais vulneráveis. Já na rede privada, qualquer pessoa pode buscar a proteção contra o vírus.
A vacina é necessária para quem raramente adoece?
Muitas pessoas acreditam que só precisam da dose quem fica doente com frequência. No entanto, o infectologista mestre em Biotecnologia e cofundador da Nina Saúde, Bil Randerson Bassetti, explica que isso é um erro.
"A imunização ajuda a reduzir a circulação do vírus na sociedade", afirma o médico. A vacina protege o indivíduo e também as pessoas ao seu redor.
Qualquer pessoa pode se tornar vulnerável ao vírus em diferentes momentos da vida. Por isso, a proteção coletiva é uma estratégia essencial de saúde.
Quem faz parte do grupo de risco?
Alguns grupos possuem prioridade devido ao maior risco de complicações pela doença. A atenção deve ser redobrada para garantir que essas pessoas sejam imunizadas.
Os principais grupos de risco incluem:
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Gestantes e crianças menores de cinco anos.
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Idosos e pessoas com diabetes ou obesidade.
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Pacientes com doenças respiratórias ou cardíacas.
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Profissionais da saúde e pessoas imunossuprimidas.
Segundo o Dr. Bassetti, as contraindicações para a vacina são extremamente raras. Elas geralmente envolvem alergias graves a doses anteriores ou componentes do ovo.
Mitos e verdades sobre a imunização
Um dos maiores receios da população é que a vacina possa causar gripe. O infectologista esclarece que essa ideia é apenas um mito comum.
"A vacina não provoca a doença, pois não contém vírus ativo", explica o especialista. Reações leves, como indisposição, não significam que a pessoa ficou gripada.
Por que tomar a vacina todos os anos?
O vírus influenza sofre mutações constantes e frequentes ao longo do tempo. Por isso, a composição da vacina é atualizada todos os anos pela ciência.
Tomar a dose anualmente garante que seu corpo reconheça as versões mais recentes do vírus. É a forma mais segura de manter a proteção em dia.
Diferença entre a vacina do SUS e da rede privada
Existem diferenças técnicas entre as doses oferecidas nos postos e nas clínicas particulares. A vacina do SUS é trivalente e protege contra três cepas do vírus.
Já a rede privada costuma oferecer a versão quadrivalente. Esse imunizante possui uma cobertura ampliada, protegendo contra quatro tipos diferentes de cepas.
Ambas as opções são eficazes para prevenir formas graves da gripe. O mais importante é não deixar a prevenção apenas para momentos de surto.
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