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Unha encravada: cuidados que evitam complicações graves

Apesar de raramente representar risco de vida, a unha encravada pode causar infecções graves quando tratada de forma inadequada

3 jul 2026 - 14h01
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Resumo
Mexer em unhas encravadas sem cuidado pode levar a infecções e complicações graves, especialmente em grupos de risco como diabéticos e idosos. Para evitar problemas, mantenha os pés limpos, corte as unhas corretamente e procure ajuda médica ao notar sinais de infecção, como dor intensa, inchaço ou pus. 🦶⚠️

A dor intensa costuma levar muita gente a recorrer a um alicate ou tesoura para tentar resolver uma unha encravada em casa. Em alguns casos, a tentativa parece aliviar o incômodo na hora, mas também pode abrir caminho para infecções e complicações que exigem tratamento médico.

Mexer na unha encravada sem os cuidados adequados pode agravar o problema
Mexer na unha encravada sem os cuidados adequados pode agravar o problema
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A boa notícia é que a unha encravada, por si só, dificilmente leva à morte. No entanto, quando há infecção e ela não recebe o tratamento adequado, principalmente em pessoas com diabetes, má circulação ou imunidade comprometida, o problema pode se tornar mais sério.

Arrancar o "bife" pode piorar a inflamação

O excesso de pele inflamado ao redor da unha, popularmente chamado de "bife", é uma reação do organismo ao trauma causado pela unha que cresce em direção à pele.

Ao tentar cortar essa região sem esterilização adequada, a pessoa pode provocar pequenos ferimentos que facilitam a entrada de bactérias, aumentando o risco de infecção.

Além disso, remover apenas parte da unha ou da pele pode fazer com que ela volte a encravar pouco tempo depois.

Quais são os sinais de infecção?

Quando a unha encravada evolui para uma infecção, alguns sintomas costumam aparecer:

  • Vermelhidão intensa ao redor da unha.
  • Inchaço.
  • Dor pulsante.
  • Saída de pus.
  • Mau cheiro.
  • Dificuldade para caminhar.

Se a infecção se espalhar, também podem surgir febre e aumento da vermelhidão na região.

Quem precisa de mais atenção?

Alguns grupos apresentam maior risco de complicações decorrentes de uma unha encravada, como:

  • Pessoas com diabetes.
  • Quem tem problemas de circulação.
  • Pacientes com baixa imunidade.
  • Idosos.

Nesses casos, uma infecção aparentemente simples pode evoluir com mais facilidade e exigir tratamento rápido.

Como tratar corretamente?

O tratamento depende da gravidade do quadro. Nos casos iniciais, medidas simples podem aliviar o problema:

  • Deixar os pés de molho em água morna.
  • Manter a região limpa e seca.
  • Evitar calçados apertados.
  • Não tentar arrancar a unha ou o "bife" em casa.

Quando há infecção, muita dor ou repetição do problema, o ideal é procurar um dermatologista ou podólogo habilitado para avaliar a necessidade de remover parte da unha e indicar o tratamento adequado.

Dá para prevenir?

Sim. Cortar as unhas em linha reta, evitar retirar os cantos profundamente e usar calçados confortáveis ajudam a reduzir bastante o risco de unhas encravadas.

Embora o problema raramente represente risco de vida, ignorar uma infecção ou insistir em tratamentos caseiros pode prolongar a dor e favorecer complicações. Ao perceber sinais de agravamento, a recomendação é buscar atendimento profissional.

Saúde em Dia
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