Script = https://s1.trrsf.com/update-1790713512/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Um ano de tratamento pode ser suficiente após um ataque cardíaco

6 out 2026 - 10h08
(atualizado às 10h11)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Um estudo do Hackensack University Medical Center revelou que pacientes de baixo risco que sofreram um ataque cardíaco podem interromper com segurança o uso de betabloqueadores após um ano de tratamento. A pesquisa acompanhou mais de 2.500 pacientes por cerca de três anos e apontou que complicações graves ou mortes atingiram 7,2% dos que suspenderam o remédio, contra 9% dos que mantiveram a medicação, sugerindo que o uso prolongado pode não ser necessário para todos os casos.

06 de outubro de 2026 (Bibliomed). Ter um ataque cardíaco pode aumentar o risco de uma pessoa desenvolver outras doenças cardiovasculares. Após esses eventos, os médicos geralmente prescrevem uma combinação de terapias, incluindo medicamentos como betabloqueadores.

Um ano de tratamento pode ser suficiente após um ataque cardíaco
Um ano de tratamento pode ser suficiente após um ataque cardíaco
Foto: chormail/Evanto / Boa Saúde

Estudo realizado Hackensack University Medical Center, nos Estados Unidos, descobriu que pessoas que sofreram um ataque cardíaco, mas que são consideradas de baixo risco para outras complicações cardiovasculares, podem interromper o uso de betabloqueadores com segurança após pelo menos um ano.

Para este estudo, pesquisadores analisaram dados médicos de mais de 2.500 participantes com idade média de 63 anos na Coreia do Sul que, entre 2021 e 2024, não apresentaram problemas cardíacos adicionais após tomar betabloqueadores por pelo menos um ano após um ataque cardíaco.

Os betabloqueadores são um tipo de medicamento que ajuda a reduzir a frequência cardíaca e a pressão arterial, diminuindo os efeitos de hormônios do estresse, como a epinefrina (adrenalina), nos receptores beta do corpo. Isso pode ajudar a melhorar o fluxo sanguíneo e a controlar futuros ataques cardíacos, angina e insuficiência cardíaca.

Ao final do estudo, os pesquisadores descobriram que, após uma mediana de 3,1 anos de acompanhamento, o desfecho primário do estudo — incluindo morte por todas as causas, infarto recorrente ou hospitalização por insuficiência cardíaca — ocorreu em 7,2% dos participantes que interromperam o uso de betabloqueadores, em comparação com 9% naqueles que continuaram a tomá-los.

Fonte: The New England Journal of Medicine. DOI: 10.1056/NEJMoa2601005.

Boa Saúde
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra