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Terapia hormonal não é necessária a longo prazo após câncer de próstata

16 set 2026 - 10h46
(atualizado às 10h49)
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Resumo
Um estudo da Universidade da Califórnia revelou que a terapia de privação androgênica contra o câncer de próstata só traz benefícios por até 12 meses, contrariando o uso prolongado de até 36 meses. O tratamento além desse período gera efeitos colaterais graves, como perda óssea e riscos cardíacos, sem ganhos clínicos extras, exceto em casos de risco muito alto. A pesquisa reforça a necessidade de individualizar a duração da terapia hormonal conforme a saúde e o perfil de cada paciente.

16 de setembro de 2026 (Bibliomed). Homens que tiveram câncer de próstata podem receber terapia de privação androgênica (TPA), um tipo de terapia hormonal administrada em conjunto com radioterapia para retardar o crescimento do tumor através da redução nos níveis de testosterona. Para pacientes com risco intermediário, é recomendado de 4 a 6 meses de terapia, e para os de alto risco, de 18 a 36 meses.

Terapia hormonal não é necessária a longo prazo após câncer de próstata
Terapia hormonal não é necessária a longo prazo após câncer de próstata
Foto: LightFieldStudios/Evanto / Boa Saúde

Embora eficaz no controle da doença, a longo prazo a terapia pode causar efeitos colaterais, como perda óssea, perda muscular e problemas cardiovasculares. Agora, pesquisadores da Universidade da Califórnia de Los Angeles, nos Estados Unidos, descobriram que a terapia de privação androgênica só traz benefícios até 12 meses de uso.

Os resultados mostraram que os pacientes de baixo risco não tiveram ganho significativo com o uso da terapia; aqueles com risco intermediário tivera mais benefícios entre 6 e 12 meses; e os de alto risco, em até 12 meses. Pacientes com risco muito alto podem necessitar de um tratamento prolongado, quando o risco do câncer for superior ao dos efeitos colaterais.

Segundo os autores, o que esses resultados indicam é a importância de adequar o tratamento a cada paciente, e não apenas seguir a recomendação padrão. Para isso, é preciso analisar fatores específicos do paciente, como risco de câncer, saúde geral, idade e preferências.

Fonte: JAMA Oncology. DOI: 10.1001/jamaoncol.2025.4800.

Boa Saúde
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