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Tem diabetes ou pré-diabetes? Estes alimentos podem ajudar no controle da glicose

Alimentos para diabetes podem fazer diferença no controle da glicose. Veja quais escolhas ganham destaque e o que merece menos espaço.

19 ago 2026 - 09h00
(atualizado às 09h01)
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Quem tem diabetes ou recebeu o diagnóstico de pré-diabetes provavelmente já ouviu que precisa "cortar o açúcar". Mas a alimentação que ajuda a controlar a glicose vai muito além de tirar o açúcar do café.

Alimentos para diabetes / Canva
Alimentos para diabetes / Canva
Foto: SaúdeLab / SaúdeLAB

Feijão, lentilha, verduras, legumes, frutas, castanhas e cereais integrais aparecem entre as escolhas mais interessantes para quem busca uma alimentação favorável à saúde metabólica.

Uma revisão científica reuniu evidências sobre alimentação baseada em vegetais e diabetes tipo 2 e reforçou um ponto que pode fazer diferença no prato. Não é apenas o que se evita, mas também o que se coloca no lugar.

Alimentos para diabetes: feijão e cereais integrais merecem atenção

Entre os alimentos que mais se destacam estão as leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico e ervilha.

Elas fornecem fibras e proteínas vegetais e podem ajudar a reduzir a elevação da glicose e da insulina após as refeições.

Os cereais integrais também aparecem com destaque por sua quantidade de fibras.

Isso não significa que arroz, pão ou outros alimentos com carboidratos precisem desaparecer do cardápio. A questão é com que frequência aparecem, em qual quantidade e com o que são combinados.

Um prato com arroz integral, feijão, legumes e verduras, por exemplo, oferece uma composição bastante diferente de uma refeição baseada em alimentos refinados e bebidas açucaradas.

O que pode atrapalhar o controle da glicose?

Grãos refinados, como pão e massas feitos com farinha branca, além de açúcar adicionado, bebidas açucaradas e alimentos ultraprocessados aparecem associados a maior risco de diabetes tipo 2. As carnes processadas, como salsicha, linguiça e presunto, também merecem atenção.

Em uma das análises reunidas na revisão, cada 50 gramas adicionais de carne processada por dia estiveram associados a um risco 15% maior de diabetes tipo 2.

O mais importante, porém, é olhar para o padrão alimentar como um todo.

Dar mais espaço a alimentos ricos em fibras e pouco processados e menos a produtos açucarados, refinados e ultraprocessados.

É preciso virar vegetariano?

Não. Uma alimentação favorável ao controle do diabetes pode incluir alimentos de origem animal.

A dieta mediterrânea é um exemplo.

Ela prioriza vegetais, frutas, leguminosas, cereais integrais, castanhas e gorduras insaturadas, sem exigir a exclusão completa de carne ou outros alimentos animais.

As recomendações da American Diabetes Association também não estabelecem uma única divisão ideal entre carboidratos, proteínas e gorduras para todas as pessoas.

A alimentação deve ser individualizada, levando em conta as necessidades e o tratamento de cada paciente.

Por isso, trocar alguns alimentos costuma ser mais realista do que tentar mudar completamente a dieta de uma hora para outra.

E as dietas com pouco carboidrato?

Dietas low carb podem ajudar a baixar a glicose e perder peso no começo. Em uma análise de estudos clínicos citada na revisão, elas também aumentaram a chance de o diabetes entrar em remissão após seis meses. Depois de um ano, porém, essa vantagem não era mais significativa.

Isso mostra que reduzir carboidratos pode ser uma estratégia para algumas pessoas, mas não é necessariamente a melhor opção para todos. Também faz diferença o que entra no lugar dos carboidratos.

A revisão, publicada na revista Nutrients, favorece um padrão alimentar com mais verduras, legumes, frutas, feijão, outras leguminosas, castanhas e cereais integrais, e menos açúcar, bebidas açucaradas, grãos refinados e carnes processadas.

Leitura Recomendada: Estudo de quase 15 anos revela o que pode estar por trás de um envelhecimento mais lento

Fonte: SaúdeLAB
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