Script = https://s1.trrsf.com/update-1789154714/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Taxa de mortalidade paterna nos primeiros anos de vida do filho

28 set 2026 - 14h13
(atualizado às 14h15)
Compartilhar
Exibir comentários
Resumo
Estudo da Northwestern University revelou que 60% das mortes de pais nos primeiros cinco anos de vida dos filhos ocorrem por causas evitáveis, como homicídios, acidentes, suicídios e overdoses, impulsionadas pela vulnerabilidade social. Apesar dessa alta taxa de fatalidades passíveis de prevenção, a pesquisa aponta que a paternidade exerce um papel protetor: homens com filhos apresentam índices de mortalidade consistentemente menores do que aqueles que não são pais.

28 de setembro de 2026 (Bibliomed). Estudo realizado na Northwestern University, nos Estados Unidos, mostrou que a mortalidade paterna está crescendo, especialmente entre homens com idade entre 20 e 40 anos. O estudo mostrou, também, que a maioria dessas mortes ocorre por causas evitáveis, como suicídio, overdose, homicídio e lesões acidentais.

Taxa de mortalidade paterna nos primeiros anos de vida do filho
Taxa de mortalidade paterna nos primeiros anos de vida do filho
Foto: evgeniyaphotography/Evanto / Boa Saúde

O estudo analisou 130.267 bebês nascidos na Geórgia em 2017 e acompanhou se seus pais morreram em algum momento durante os cinco anos seguintes, até 2022. Dos pais que morreram dentro de cinco anos (796), 60% das mortes eram evitáveis, o que os autores do estudo chamam de "uma enorme oportunidade perdida". Essas mortes resultaram de homicídio (143), lesão acidental (142), suicídio (102) ou overdose (93), enquanto 296 pais morreram de causas naturais.

Os resultados corroboram o que as pesquisas sobre mortalidade materna já demonstram há tempos: as mortes durante a transição para a parentalidade são influenciadas menos por fatores biológicos do que pela vulnerabilidade social, e muitas são evitáveis — mesmo que as mortes paternas permaneçam em grande parte subnotificadas e sem o devido tratamento. Pesquisas anteriores mostraram que o envolvimento paterno está associado a melhores resultados de saúde para a criança e a família, enquanto a ausência paterna está relacionada a uma série de consequências negativas para as crianças.

Ainda assim, a paternidade parece ser protetora. Apesar de os pais participantes do estudo terem morrido de forma desproporcional por causas evitáveis, os cientistas descobriram que ser pai estava associado a taxas de mortalidade mais baixas entre todos os homens na Geórgia entre 2017 e 2022.

Após os 20 anos, a taxa de mortalidade entre pais é consistentemente menor em comparação com homens que não são pais. Por exemplo, entre os homens de 30 a 34 anos, a taxa de mortalidade entre pais na Geórgia foi de 120 óbitos por 100.000 homens, em comparação com a taxa de mortalidade entre homens sem filhos na Geórgia, que foi de 231 óbitos por 100.000 homens.

Fonte: JAMA Pediatrics. DOI: 10.1001/jamapediatrics.2026.1217.

Boa Saúde
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade
Meu Terra