Seus olhos estão lacrimejando muito? Isso pode ser um sinal de alerta
Oftalmologista explica as causas mais comuns para o lacrimejamento excessivo e quando buscar avaliação médica para seus olhos.
Olhos que lacrimejam sem parar podem parecer um incômodo simples. Mas em alguns casos, o sintoma é um sinal de que algo precisa de atenção médica.
Ardência, coceira, sensação de olhos molhados o tempo todo e vermelhidão estão entre as queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologia. E as causas variam muito.
Por que os olhos lacrimejam em excesso
O lacrimejamento excessivo tem origem em diferentes fatores. Alergias, poluição, exposição ao vento, alterações climáticas e uso prolongado de telas estão entre os mais frequentes, segundo especialistas.
A oftalmologista Dra. Priscila Heleno, do CBV Hospital de Olhos, explica que o excesso de lágrimas não significa necessariamente que os olhos estão bem hidratados. "Muita gente acredita que o olho lacrimejando significa excesso de hidratação, mas em diversos casos acontece justamente o contrário. O ressecamento ocular pode estimular uma produção reflexa de lágrimas", afirma.
Ou seja, o olho seco pode produzir mais lágrimas justamente porque está com déficit de lubrificação. É um mecanismo de compensação que costuma confundir quem passa pelo problema.
O papel das telas no desconforto ocular
O uso prolongado de computadores, celulares e televisões reduziu a frequência com que as pessoas piscam. Isso favorece a irritação, a sensação de areia nos olhos e a vermelhidão.
"Além das alergias e irritações causadas por fumaça, vento e poluição, o uso prolongado de telas tem sido um dos principais fatores associados ao desconforto ocular atualmente", destaca Dra. Priscila Heleno.
O ar-condicionado também contribui para o ressecamento. Ambientes com ar seco e circulação forçada aceleram a evaporação das lágrimas e agravam os sintomas.
Quando o lacrimejamento vira sinal de alerta
Nem todo lacrimejamento exige consulta imediata. Mas alguns sinais combinados pedem atenção médica urgente.
"Quando o lacrimejamento aparece junto com dor, visão embaçada, secreção ou sensibilidade à luz, é importante buscar avaliação médica para descartar doenças oculares", orienta a especialista.
Entre os problemas que podem causar excesso de lágrimas, estão estes abaixo.
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Conjuntivite viral ou bacteriana.
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Alergias oculares.
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Síndrome do olho seco.
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Irritações na córnea.
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Obstrução do canal lacrimal.
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Uso inadequado de lentes de contato.
Cada uma dessas condições tem tratamento específico. Por isso, a automedicação representa um risco à saúde ocular.
Por que evitar colírios sem receita
Usar colírio por conta própria é um hábito comum, mas perigoso. Alguns produtos podem mascarar sintomas e agravar a condição original.
"Evitar o uso indiscriminado de colírios é fundamental, porque alguns produtos usados sem orientação podem mascarar sintomas e até agravar determinadas condições", alerta Dra. Priscila Heleno.
A orientação vale especialmente para colírios com vasoconstritores, que prometem tirar o vermelho dos olhos mas podem causar dependência e danos com o uso contínuo.
Como cuidar dos olhos no dia a dia
Alguns hábitos simples ajudam a preservar a saúde ocular e reduzir o desconforto. A Dra. Priscila Heleno recomenda estes a seguir.
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Seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos de tela, olhar para um ponto a 6 metros por 20 segundos.
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Piscar com frequência para manter a lubrificação natural dos olhos.
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Não coçar os olhos, especialmente em casos de alergia.
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Manter boa hidratação ao longo do dia.
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Usar óculos de sol com proteção UV em ambientes externos.
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Não usar colírios sem orientação médica.
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Higienizar corretamente as lentes de contato e respeitar o tempo de uso indicado.
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Consultar um oftalmologista regularmente, mesmo sem sintomas aparentes.
Qualquer alteração persistente na visão ou desconforto ocular frequente deve ser investigada por um especialista. Principalmente quando os sintomas começam a impactar a rotina diária, a avaliação médica não deve ser adiada.
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