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Seus olhos estão lacrimejando muito? Isso pode ser um sinal de alerta

Oftalmologista explica as causas mais comuns para o lacrimejamento excessivo e quando buscar avaliação médica para seus olhos.

7 mai 2026 - 12h54
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Olhos que lacrimejam sem parar podem parecer um incômodo simples. Mas em alguns casos, o sintoma é um sinal de que algo precisa de atenção médica.

Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Reprodução/Shutterstock
Foto: Saúde em Dia

Ardência, coceira, sensação de olhos molhados o tempo todo e vermelhidão estão entre as queixas mais comuns nos consultórios de oftalmologia. E as causas variam muito.

Por que os olhos lacrimejam em excesso

O lacrimejamento excessivo tem origem em diferentes fatores. Alergias, poluição, exposição ao vento, alterações climáticas e uso prolongado de telas estão entre os mais frequentes, segundo especialistas.

A oftalmologista Dra. Priscila Heleno, do CBV Hospital de Olhos, explica que o excesso de lágrimas não significa necessariamente que os olhos estão bem hidratados. "Muita gente acredita que o olho lacrimejando significa excesso de hidratação, mas em diversos casos acontece justamente o contrário. O ressecamento ocular pode estimular uma produção reflexa de lágrimas", afirma.

Ou seja, o olho seco pode produzir mais lágrimas justamente porque está com déficit de lubrificação. É um mecanismo de compensação que costuma confundir quem passa pelo problema.

O papel das telas no desconforto ocular

O uso prolongado de computadores, celulares e televisões reduziu a frequência com que as pessoas piscam. Isso favorece a irritação, a sensação de areia nos olhos e a vermelhidão.

"Além das alergias e irritações causadas por fumaça, vento e poluição, o uso prolongado de telas tem sido um dos principais fatores associados ao desconforto ocular atualmente", destaca Dra. Priscila Heleno.

O ar-condicionado também contribui para o ressecamento. Ambientes com ar seco e circulação forçada aceleram a evaporação das lágrimas e agravam os sintomas.

Quando o lacrimejamento vira sinal de alerta

Nem todo lacrimejamento exige consulta imediata. Mas alguns sinais combinados pedem atenção médica urgente.

"Quando o lacrimejamento aparece junto com dor, visão embaçada, secreção ou sensibilidade à luz, é importante buscar avaliação médica para descartar doenças oculares", orienta a especialista.

Entre os problemas que podem causar excesso de lágrimas, estão estes abaixo.

  • Conjuntivite viral ou bacteriana.

  • Alergias oculares.

  • Síndrome do olho seco.

  • Irritações na córnea.

  • Obstrução do canal lacrimal.

  • Uso inadequado de lentes de contato.

Cada uma dessas condições tem tratamento específico. Por isso, a automedicação representa um risco à saúde ocular.

Por que evitar colírios sem receita

Usar colírio por conta própria é um hábito comum, mas perigoso. Alguns produtos podem mascarar sintomas e agravar a condição original.

"Evitar o uso indiscriminado de colírios é fundamental, porque alguns produtos usados sem orientação podem mascarar sintomas e até agravar determinadas condições", alerta Dra. Priscila Heleno.

A orientação vale especialmente para colírios com vasoconstritores, que prometem tirar o vermelho dos olhos mas podem causar dependência e danos com o uso contínuo.

Como cuidar dos olhos no dia a dia

Alguns hábitos simples ajudam a preservar a saúde ocular e reduzir o desconforto. A Dra. Priscila Heleno recomenda estes a seguir.

  • Seguir a regra 20-20-20: a cada 20 minutos de tela, olhar para um ponto a 6 metros por 20 segundos.

  • Piscar com frequência para manter a lubrificação natural dos olhos.

  • Não coçar os olhos, especialmente em casos de alergia.

  • Manter boa hidratação ao longo do dia.

  • Usar óculos de sol com proteção UV em ambientes externos.

  • Não usar colírios sem orientação médica.

  • Higienizar corretamente as lentes de contato e respeitar o tempo de uso indicado.

  • Consultar um oftalmologista regularmente, mesmo sem sintomas aparentes.

Qualquer alteração persistente na visão ou desconforto ocular frequente deve ser investigada por um especialista. Principalmente quando os sintomas começam a impactar a rotina diária, a avaliação médica não deve ser adiada.

Saúde em Dia
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