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Semaglutida pode reduzir alguns sinais biológicos do envelhecimento

24 set 2026 - 14h40
(atualizado às 14h43)
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Resumo
Um estudo na Nature Communications revelou que a semaglutida pode desacelerar marcadores biológicos do envelhecimento. Testada por 32 semanas em 108 adultos com HIV e gordura abdominal, a substância reduziu em cerca de 9% o ritmo de envelhecimento celular, além de melhorar índices inflamatórios e metabólicos. Os cientistas ressalvam que o remédio não reverte a idade e que mais pesquisas são necessárias para confirmar se esses efeitos laboratoriais ocorrem e se mantêm no público geral.

24 de setembro de 2026 (Bibliomed). A semaglutida, medicamento utilizado no tratamento do diabetes e da obesidade, pode desacelerar alguns marcadores biológicos relacionados ao envelhecimento, segundo estudo publicado na revista Nature Communications.

Semaglutida pode reduzir alguns sinais biológicos do envelhecimento
Semaglutida pode reduzir alguns sinais biológicos do envelhecimento
Foto: chormail/Evanto / Boa Saúde

A pesquisa avaliou 108 adultos vivendo com HIV e acúmulo de gordura abdominal associado à infecção. Durante 32 semanas, parte dos participantes recebeu injeções semanais de semaglutida, enquanto os demais receberam placebo.

Para analisar o envelhecimento celular, os pesquisadores utilizaram os chamados relógios epigenéticos. Essas ferramentas examinam alterações químicas no DNA que podem indicar a velocidade com que diferentes tecidos e sistemas do organismo estão envelhecendo.

Os participantes tratados com semaglutida apresentaram melhora em marcadores ligados à inflamação e à saúde do sangue, cérebro, coração, rins, fígado e metabolismo. Um dos testes indicou redução de aproximadamente 9% no ritmo estimado de envelhecimento biológico.

Os pesquisadores ressaltam que o medicamento não reverteu a idade nem tornou os participantes biologicamente mais jovens. O estudo mostrou apenas alterações em indicadores laboratoriais associados ao envelhecimento.

Além disso, os resultados foram obtidos em um grupo pequeno e específico. Novas pesquisas serão necessárias para saber se o possível benefício também ocorre em pessoas sem HIV e se produz efeitos clínicos duradouros.

Fonte: Nature Communications. DOI: 10.1038/s41467-026-72861-3.

Boa Saúde
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