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Dormir mal afeta o corpo e a mente: conheça 6 impactos da insônia

Os efeitos podem ir além do cansaço e atingir o funcionamento cerebral, as emoções e diferentes processos do organismo

24 set 2026 - 13h01
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Resumo
A insônia frequente vai além do cansaço e prejudica gravemente o corpo e a mente. Segundo o neurologista Mario Braga, noites maldormidas afetam a memória, a concentração e a imunidade, além de elevarem o risco de ansiedade, depressão, hipertensão, diabetes e obesidade. O distúrbio também desregula as emoções e abala as relações sociais. O quadro é considerado crônico quando dura ao menos três meses, com três episódios semanais, exigindo avaliação médica para o tratamento adequado.

Ter uma noite maldormida de vez em quando é algo comum e pode acontecer por diversos fatores. Mas, quando isso se torna frequente, é importante ficar atento. Além do cansaço, a privação de sono pode afetar outras áreas da saúde, provocando sonolência, irritabilidade e dificuldade de concentração.

Quando se torna frequente, a dificuldade para dormir pode trazer consequências que vão além do cansaço
Quando se torna frequente, a dificuldade para dormir pode trazer consequências que vão além do cansaço
Foto: tigercat_lpg | Shutterstock / Portal EdiCase

"A insônia não deve ser vista apenas como uma dificuldade para dormir. Quando se torna persistente, ela pode interferir no funcionamento do cérebro e de outros sistemas do organismo, além de comprometer a qualidade de vida e o desempenho durante o dia", explica o médico neurologista e professor do curso de Medicina da Faculdade Pitágoras, Dr. Mario Braga.

Abaixo, confira seis áreas da saúde e da rotina que podem ser afetadas pela insônia!

1. Memória e concentração

O sono participa de processos relacionados à aprendizagem e à consolidação da memória. Por isso, noites maldormidas podem dificultar a concentração, o raciocínio e a capacidade de tomar decisões, incluindo estudos e desempenho profissional. "É comum que a pessoa perceba que está mais esquecida, distraída ou demorando mais para realizar tarefas. Esses sinais podem estar relacionados à perda da qualidade do sono", afirma o neurologista.

2. Humor e saúde mental

A falta de sono pode aumentar a irritabilidade e está associada a sintomas de ansiedade e depressão. A relação também pode funcionar no sentido contrário; alterações emocionais podem contribuir para o surgimento ou agravamento da insônia.

3. Coração e pressão arterial

A insônia crônica está associada a maior risco de problemas cardiovasculares, incluindo hipertensão e doença coronariana. "O sono tem um papel importante na regulação cardiovascular. Quando existe uma alteração persistente, o organismo pode permanecer em um estado de maior ativação, aumentando a frequência cardíaca e a liberação de hormônios relacionados ao estresse, como cortisol e adrenalina", explica o Dr. Mario Braga.

4. Metabolismo e peso

Dormir mal também pode afetar mecanismos relacionados à fome, ao metabolismo e à regulação da glicose. A privação de sono está associada a maior risco de sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2.

A privação de sono pode interferir no funcionamento do sistema imunológico e reduzir a capacidade de defesa do organismo
A privação de sono pode interferir no funcionamento do sistema imunológico e reduzir a capacidade de defesa do organismo
Foto: Dragana Gordic | Shutterstock / Portal EdiCase

5. Sistema imunológico

O sono também participa da regulação do sistema de defesa do organismo. A falta de descanso adequado pode prejudicar a resposta imunológica e aumentar a suscetibilidade a infecções.

6. Relações e qualidade de vida

A insônia não afeta apenas a saúde, mas também pode interferir nas relações e na qualidade de vida. Isso porque o sono é essencial para a recuperação das funções cerebrais e para a regulação das emoções e do comportamento.

"Quando há privação ou fragmentação do sono, ocorre um desequilíbrio nessa atividade cerebral, com maior reatividade a estímulos emocionais e menor capacidade de controle das respostas. Isso pode se manifestar durante o dia como irritabilidade, dificuldade de concentração, redução da tolerância ao estresse e alterações no desempenho cognitivo, afetando a convivência e a qualidade de vida", explica o Dr. Mario Braga.

Quando buscar ajuda?

O médico explica que a insônia é considerada crônica quando ocorre pelo menos três vezes por semana durante três meses ou mais, com impacto no funcionamento durante o dia. Nesses casos, a avaliação de um profissional de saúde é importante para identificar possíveis causas e definir o tratamento adequado.

Por Camila Crepaldi

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