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Saúde das crianças: veja a importância das consultas, exames e vacinação

Acompanhamento médico, hábitos familiares e imunização contribuem para prevenir problemas desde cedo

14 out 2026 - 19h00
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Resumo
A saúde infantil exige atenção preventiva contínua por meio de consultas regulares e exames para rastrear precocemente problemas silenciosos, como alterações na glicemia e colesterol. Além de incentivar hábitos familiares saudáveis, como boa alimentação, sono adequado e menos telas, é crucial manter a vacinação em dia desde a gestação até a adolescência, prevenindo infecções graves com doses e reforços disponíveis na rede pública e privada.

Brincar, aprender coisas novas, fazer amigos e descobrir o mundo. A infância é cheia de novidades, mas, entre a escola e as brincadeiras, a saúde também precisa de atenção — e não apenas quando surge algum sintoma. Consultas médicas regulares e exames diagnósticos, quando indicados, ajudam a acompanhar o desenvolvimento das crianças e a identificar alterações que podem passar despercebidas, como aumento do colesterol e dos triglicérides, além de alterações na glicemia.

A saúde infantil vai além da ausência de sintomas e inclui cuidados preventivos
A saúde infantil vai além da ausência de sintomas e inclui cuidados preventivos
Foto: Studio Romantic | Shutterstock / Portal EdiCase

"Colesterol alto e alterações na glicose não são problemas exclusivos dos adultos. Eles também podem aparecer nas crianças, muitas vezes sem dar nenhum sinal. O perfil lipídico mostra como estão os níveis de colesterol e triglicérides, enquanto a glicemia e a hemoglobina glicada ajudam a avaliar o metabolismo da glicose. São exames que podem trazer informações importantes sobre a saúde da criança, mas isso não significa que todos precisem ser feitos de rotina", explica a endocrinologista Flávia Pieroni, do São Marcos Saúde e Medicina Diagnóstica, marca Dasa em Minas Gerais.

Colesterol alto também afeta crianças

O colesterol merece atenção mesmo entre crianças que não apresentam excesso de peso. A Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, recomenda a avaliação do perfil lipídico entre 9 e 11 anos, independentemente da presença de fatores de risco. Quando há histórico familiar de colesterol elevado ou doenças cardiovasculares precoces, essa investigação pode começar antes, conforme orientação médica.

Além das consultas e dos exames, os hábitos dentro de casa fazem diferença. É na rotina da família que as crianças começam a desenvolver sua relação com alimentação, atividades físicas e descanso.

"Não adianta cobrar que a criança se movimente mais se ela passa o dia inteiro diante das telas e não encontra oportunidades para brincar. Dormir bem, correr, andar de bicicleta, ter uma alimentação balanceada e passar menos tempo no celular ou na televisão são cuidados que precisam fazer parte da rotina. Quando a família participa, fica mais fácil transformar essas atitudes em hábitos que a criança leva para a vida", orienta Flávia Pieroni.

A proteção das crianças depende também da atenção dos responsáveis às vacinas recomendadas para cada faixa etária
A proteção das crianças depende também da atenção dos responsáveis às vacinas recomendadas para cada faixa etária
Foto: PeopleImages | Shutterstock / Portal EdiCase

Vacinação em dia também faz parte dos cuidados

Outro ponto que merece atenção dos pais é a caderneta de vacinação. Algumas vacinas são aplicadas nos primeiros meses de vida, enquanto outras exigem reforços ou são indicadas em idades específicas. Por isso, é importante acompanhar o calendário mesmo depois que a criança cresce. 

"Entre as vacinas importantes na infância, estão as de poliomielite, pneumocócica, tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, e DTP, contra difteria, tétano e coqueluche. Também merecem atenção as vacinas meningocócicas, contra o HPV, indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, e contra a gripe, conforme as recomendações do Ministério da Saúde", explica Rosana Richtmann, infectologista do Laboratório Exame. 

Ela reforça que a proteção deve continuar ao longo do crescimento, com imunizantes disponíveis gratuitamente na rede pública e outras opções na rede particular. "Muitas dessas vacinas são oferecidas gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e também estão disponíveis na rede particular, que conta com opções adicionais de proteção. É importante lembrar que a vacinação não termina nos primeiros anos de vida. Há doses e reforços que precisam ser feitos ao longo da infância e da adolescência".

Proteção começa antes mesmo do nascimento

A proteção da criança pode começar antes mesmo do nascimento. Durante a gestação, vacinas como a dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche, e a vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) ajudam a proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

"A vacinação da gestante permite a transferência de anticorpos para o bebê pela placenta. É uma proteção importante, principalmente contra doenças como a coqueluche e as infecções respiratórias causadas pelo VSR, que podem ser graves nos primeiros meses de vida", explica Rosana Richtmann.

Coloque as vacinas em dia

Se alguma vacina estiver atrasada, a orientação é procurar um serviço de vacinação com a caderneta em mãos. Na maioria dos casos, não é necessário recomeçar o esquema. Um profissional de saúde poderá avaliar quais doses faltam e orientar a atualização conforme a idade e o histórico vacinal da criança.

Por Bruno Camargos

Portal EdiCase
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