Mucosite, uma complicação oral da quimioterapia

20 nov 2017
11h00
atualizado em 19/7/2018 às 15h39

Embora seja uma das melhores ferramentas para o tratamento do câncer, a quimioterapia enfraquece o corpo e pode gerar muitos efeitos colaterais indesejados, inclusive na boca.

Foto: Shutterstock.com

O mais comum deles, que atinge cerca de 40% das pessoas que se submetem a tratamentos quimoterápicos ou de radioterapia, é a mucosite oral. Já no caso de pessoas que se submetem à terapia de radiação para câncer de cabeça e pescoço, a mucosite bucal ocorre em quase 100% dos casos.

De acordo com a cirurgiã-dentista  Ana Elisa da Silva, esta é uma complicação é caracterizada por inflamação, edema, vermelhidão, úlceras dolorosas e feridas nas mucosas orais (bochechas, lábios , gengivas, palato, língua e garganta).

Embora geralmente sejam bastante irritantes, essas feridas podem ser tratadas e curadas rapidamente. Entre os procedimentos mais recomendados para aliviar os efeitos da mucosite estão a laserterapia. Por meio de um aparelho especial, o dentista promove a cicatrização das feridas e alivia a dor.

"Além disso, a higiene bucal com escovas ultra macias também chamadas de pós-cirúrgicas, o uso suave do fio dental e cremes dentais adequados (sem substâncias que agridam as mucosas), uma dieta macia e evitar alimentos picantes, secos, e muito condimentados também são formas de aliviar esse problema", resume a especialista. 

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