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São Paulo cobra R$ 9 milhões de ex-patrocinadores na Justiça

Tricolor cobra Vitória Cup e Blue Saúde por parcelas não pagas e tenta recuperar cerca de R$ 9 milhões entre dívidas, multas e custas na Justiça.

4 nov 2026 - 13h29
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Resumo
O São Paulo acionou a Justiça para cobrar cerca de R$ 9 milhões de dois ex-patrocinadores que suspenderam pagamentos. O clube exige R$ 1,34 milhão da Vitória Cup, que inadimpliu um acordo de confissão de dívida e ainda não se manifestou no processo. A maior pendência é com a Blue Saúde (Integra Assistência Médica), cobrada em R$ 7,7 milhões por parcelas atrasadas e multa. A operadora contesta a ação, alegando descumprimento prévio do clube, e tenta barrar a penhora de seus bens.

O São Paulo está na Justiça para tentar recuperar cerca de R$ 9 milhões de dois ex-patrocinadores da gestão anterior que pararam de pagar. Os valores vêm dos cálculos do próprio clube e envolvem a Vitória Cup e a Integra Assistência Médica, dona da marca Blue Saúde.

Foto: Duda Bairros/Conmebol/São Paulo F.C.
Foto: Duda Bairros/Conmebol/São Paulo F.C.
Foto: Sport Life

Vitória Cup: dívida começou em R$ 500 mil

O caso mais recente é o da Vitória Cup, cuja marca esteve no calção do time profissional e saiu de lá menos de dois meses depois. Depois de uma edição bem sucedida em 2025, o torneio amistoso enfrentou problemas e não aconteceu em 2026.

O contrato de patrocínio foi assinado em novembro de 2025 e previa R$ 3 milhões até o fim deste ano. Logo na segunda parcela, de R$ 500 mil, com vencimento em dezembro, os pagamentos pararam. Em janeiro, o clube suspendeu a exposição da marca.

A Vitória Cup admitiu a dívida e alegou falta de caixa por causa do adiamento de jogos. Em maio, as partes encerraram o contrato e assinaram uma confissão de dívida. O São Paulo aceitou receber só R$ 500 mil, em dez parcelas de R$ 50 mil.

Segundo o clube, nem a primeira parcela foi paga. Com isso, voltou a valer a dívida integral de R$ 1,15 milhão, agora corrigida e com multa, totalizando R$ 1,34 milhão. A Justiça mandou citar os devedores, mas a citação eletrônica não foi confirmada. A empresa ainda não se manifestou no processo.

Blue Saúde: o calote maior

Há um segundo caso, ainda maior, envolvendo a Integra Assistência Médica, dona da marca Blue Saúde, que patrocinou a barra traseira da camisa do São Paulo. O contrato de 2024 valia R$ 17,4 milhões.

A operadora pagou R$ 9,2 milhões até abril de 2025 e depois parou. O São Paulo cobra cinco parcelas atrasadas e a multa rescisória. No último cálculo do clube, o total chega a R$ 7,7 milhões, incluindo honorários e custas.

Nesse caso, porém, o clube enfrenta resistência. A Blue argumenta que o São Paulo descumpriu o contrato primeiro: tirou a marca da camisa um dia depois de notificá-la, quando ainda faltavam 14 dias do prazo para quitar a dívida.

São Paulo busca bens para receber

Na busca por bens, o São Paulo encontrou três investimentos que somam R$ 114 mil e dois carros, um deles um Land Rover blindado que já tem restrições de outros cinco estados.

A Blue diz que as aplicações garantem as reservas exigidas pela ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) e não podem ser penhoradas. Os pedidos ainda aguardam decisão.

Entre dívidas, multas e custas, o São Paulo tenta recuperar cerca de R$ 9 milhões que considera devidos por ex-patrocinadores. Enquanto a Vitória Cup ainda não se manifestou no processo, a Blue Saúde contesta a cobrança e a disputa segue na Justiça.

Sport Life
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