Reduzir o colesterol LDL além das metas atuais diminui o risco de ataque cardíaco e AVC
Um estudo sul-coreano com mais de 3.000 pacientes com doença cardiovascular revelou que buscar metas mais rigorosas de colesterol LDL, abaixo de 55 mg/dL, reduz em 33% o risco de eventos graves como infarto e AVC, em comparação à meta tradicional de 70 mg/dL. Ao longo de três anos, o tratamento medicamentoso intensivo demonstrou eficácia superior ao diminuir infartos não fatais e revascularizações, apontando vantagens clínicas na redução agressiva do colesterol ruim.
07 de outubro de 2026 (Bibliomed). Existem dois tipos principais de colesterol no corpo: o HDL, ou colesterol "bom", e o LDL, ou colesterol "ruim". Níveis elevados de colesterol LDL podem levar à aterosclerose e à doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA). Níveis elevados de colesterol LDL são normalmente tratados de diversas maneiras, incluindo medicamentos.
Estudo realizado na Yonsei University College of Medicine, na Coreia do Sul, sugere que o uso mais agressivo de medicamentos para baixar o colesterol, visando reduzir os níveis de colesterol LDL, pode ajudar a diminuir o risco de eventos cardiovasculares graves.
Para este estudo, pesquisadores recrutaram mais de 3.000 participantes na Coreia do Sul, com idade média de 64 anos e todos com doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA). Metade da população de participantes foi aleatoriamente designada para atingir uma meta de colesterol LDL inferior a 55mg/dL, enquanto a outra metade tinha como meta menos de 70mg/dL.
Ao final do estudo, os pesquisadores descobriram que, após um acompanhamento de três anos, o desfecho composto — que consistia em morte cardiovascular, infarto não fatal, acidente vascular cerebral não fatal ou qualquer revascularização ou hospitalização por angina instável — ocorreu em 6,6% dos participantes com uma meta de colesterol LDL inferior a 55mg/dL, em comparação com 9,7% naqueles com meta inferior a 70mg/dL.
De acordo com os pesquisadores, essa descoberta representou uma redução de 33% no risco em favor de uma meta mais ambiciosa de colesterol LDL, e foi impulsionada principalmente por uma redução nos casos de infarto não fatal e revascularização.
Fonte: The New England Journal of Medicine. DOI: 10.1056/NEJMoa2600283.
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