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Recife começa a distribuir insulina glargina pelo SUS; veja quem pode receber

Medicamento de ação prolongada pode reduzir o número de aplicações diárias; acesso depende de avaliação da equipe de saúde e prescrição médica.

16 set 2026 - 18h50
(atualizado às 19h04)
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Resumo
O Recife iniciou a distribuição de insulina glargina pelo SUS, beneficiando cerca de 6 mil pacientes nesta primeira fase. A ação contempla crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e idosos a partir de 70 anos com diabetes tipo 1 ou 2. De ação prolongada e aplicação diária, o medicamento substitui gradualmente a insulina NPH mediante avaliação clínica e prescrição médica, que devem ser solicitadas na Unidade de Saúde da Família, com direito a caneta aplicadora e agulhas.

O Recife iniciou a distribuição de insulina glargina para pacientes com diabetes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A oferta contempla, nesta primeira etapa, grupos específicos de crianças, adolescentes e idosos, com público estimado em aproximadamente 6 mil pessoas.

Insulina glargina.
Insulina glargina.
Foto: Divulgação/CFF / Portal de Prefeitura

A glargina é uma insulina de ação prolongada que, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária. A ampliação do acesso integra a transição gradual da insulina NPH para o medicamento na rede pública.

A mudança depende de avaliação clínica e não será automática para todas as pessoas que utilizam NPH. A equipe responsável pelo acompanhamento deverá verificar a indicação para cada paciente.

Quem pode receber a insulina glargina

Neste primeiro momento, a distribuição é destinada a crianças e adolescentes a partir de 2 anos e menores de 18 anos com diabetes tipo 1.

Também estão contempladas pessoas com 70 anos ou mais que tenham diabetes tipo 1 ou tipo 2. Além de atender aos critérios, o paciente precisa passar por avaliação e ter prescrição médica para o tratamento.

No Recife, a orientação é procurar a Unidade de Saúde da Família (USF+) responsável pelo atendimento do usuário. A unidade poderá esclarecer o procedimento de acesso e a possibilidade de substituição da insulina.

Como funciona a mudança de tratamento

O paciente deve apresentar a receita médica. Pais, responsáveis e cuidadores também podem buscar orientação sobre a transição na unidade de saúde, especialmente quando acompanham crianças ou idosos.

A troca não deve ser feita por conta própria. A avaliação profissional é necessária para definir o esquema adequado e orientar a continuidade do cuidado.

Na estratégia nacional de distribuição, o atendimento inclui explicações sobre aplicação, armazenamento e uso correto do medicamento. Também está prevista a entrega de caneta reutilizável e agulhas para os pacientes elegíveis.

Medicamento tem ação prolongada

A glargina pode proporcionar maior estabilidade no controle da glicemia e reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, quando o açúcar no sangue fica abaixo do adequado.

A possibilidade de menos aplicações também pode facilitar a rotina de pacientes e cuidadores. A frequência de uso, porém, deve seguir a prescrição individual, mantendo o acompanhamento pela equipe de saúde.

Portal de Prefeitura
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