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Quando o esquecimento deve preocupar? Saiba identificar sinais e como prevenir

Especialista explica como diferenciar falhas de memória comuns do envelhecimento dos sinais que podem indicar doenças neurológicas

22 jul 2026 - 11h22
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Resumo
O esquecimento comum ao envelhecimento raramente é preocupante, mas pode sinalizar problemas graves quando se torna progressivo e interfere na rotina. Especialistas destacam que nem toda perda de memória é Alzheimer, podendo ser causada por condições tratáveis. Diagnóstico precoce e hábitos saudáveis são fundamentais para prevenir e manejar demências. 🧠

Esquecer onde deixou as chaves, demorar alguns segundos para lembrar o nome de uma pessoa ou entrar em um cômodo sem recordar imediatamente o que iria fazer são situações comuns, principalmente com o avanço da idade. Na maioria dos casos, essas falhas fazem parte do envelhecimento natural do cérebro. No entanto, quando a perda de memória se torna frequente, progressiva e começa a interferir na rotina, o quadro merece atenção médica.

Nem todo esquecimento é sinal de doença, mas alterações persistentes na memória devem ser avaliadas por um especialista
Nem todo esquecimento é sinal de doença, mas alterações persistentes na memória devem ser avaliadas por um especialista
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

O tema ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento acelerado da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência no mundo, e quase 10 milhões de novos casos são registrados todos os anos. A estimativa é que esse número chegue a 78 milhões em 2030 e alcance 139 milhões até 2050.

No Brasil, estima-se que entre 1,2 e 1,8 milhão de pessoas convivam com algum tipo de demência, embora muitos casos ainda não tenham sido diagnosticados. Paralelamente, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 16% da população brasileira já tem 60 anos ou mais, reforçando a importância dos cuidados com a saúde cerebral.

Quando o esquecimento é considerado normal?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), o envelhecimento provoca mudanças naturais no cérebro, tornando o processamento das informações mais lento. Por isso, é esperado que algumas pessoas levem mais tempo para recordar nomes, esqueçam um compromisso ocasionalmente ou precisem repetir uma informação para aprendê-la.

Essas alterações, entretanto, costumam ser leves e não comprometem a autonomia nem impedem a realização das atividades do dia a dia.

"O que merece atenção é quando o esquecimento passa a ser frequente, progressivo e começa a comprometer atividades que antes eram realizadas normalmente, como administrar as próprias finanças, lembrar compromissos importantes ou reconhecer caminhos familiares. Nesses casos, a avaliação médica é fundamental para identificar a causa e iniciar o tratamento o quanto antes", explica a neurocirurgiãDra. Vanessa Milanese, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Nem toda perda de memória é Alzheimer

Embora a doença de Alzheimer seja responsável por cerca de 60% a 70% dos casos de demência, ela não é a única condição capaz de provocar perda de memória e alterações cognitivas.

Segundo a especialista, outras doenças neurológicas também podem apresentar sintomas semelhantes e, em alguns casos, possuem tratamento.

Entre elas estão:

  • Tumores cerebrais;
  • Hematomas subdurais crônicos;
  • Alterações vasculares;
  • Hidrocefalia de pressão normal.

Essa última é caracterizada pelo acúmulo de líquido no cérebro e costuma provocar uma combinação de sintomas como dificuldade para caminhar, perda urinária e comprometimento cognitivo.

"O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Nem toda perda de memória é causada por doenças neurodegenerativas. Existem alterações estruturais no cérebro e outras condições clínicas que podem apresentar sintomas semelhantes e, em alguns casos, são tratáveis. Por isso, investigar a origem desses sinais é essencial para oferecer ao paciente a melhor conduta possível e preservar sua qualidade de vida", destaca a Dra. Vanessa.

Como é feito o diagnóstico?

Quando há suspeita de alterações cognitivas, a investigação costuma incluir uma avaliação clínica detalhada, testes cognitivos e exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Esses exames ajudam a identificar alterações estruturais no cérebro e a descartar causas potencialmente reversíveis da perda de memória.

Segundo a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, quanto mais cedo essas alterações são identificadas, maiores são as possibilidades de tratamento, controle da progressão da doença e preservação da autonomia do paciente.

Há como prevenir a perda de memória?

Embora nem todos os casos possam ser evitados, especialistas afirmam que uma parcela importante das demências pode ser prevenida ou, ao menos, adiada.

A The Lancet Commission estima que até 45% dos casos de demência estejam relacionados a fatores de risco modificáveis ao longo da vida, como:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • perda auditiva não tratada;
  • depressão;
  • isolamento social.

Manter hábitos saudáveis, praticar atividade física regularmente, controlar doenças crônicas e realizar acompanhamento médico são medidas que ajudam a preservar a saúde cerebral durante o envelhecimento.

Quando procurar ajuda médica?

Esquecer um compromisso ocasionalmente ou demorar alguns instantes para lembrar uma informação costuma fazer parte do envelhecimento natural. No entanto, quando esses episódios se tornam frequentes, evoluem com o tempo ou passam a comprometer tarefas simples do cotidiano, é importante procurar avaliação especializada.

O diagnóstico precoce permite identificar doenças neurodegenerativas ainda em estágios iniciais, além de reconhecer condições tratáveis que podem simular quadros de demência. Dessa forma, é possível ampliar as possibilidades de tratamento, preservar a qualidade de vida e oferecer mais autonomia aos pacientes por mais tempo.

Esquecer onde deixou as chaves, demorar alguns segundos para lembrar o nome de uma pessoa ou entrar em um cômodo sem recordar imediatamente o que iria fazer são situações comuns, principalmente com o avanço da idade. Na maioria dos casos, essas falhas fazem parte do envelhecimento natural do cérebro. No entanto, quando a perda de memória se torna frequente, progressiva e começa a interferir na rotina, o quadro merece atenção médica.

O tema ganha ainda mais relevância diante do envelhecimento acelerado da população. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência no mundo, e quase 10 milhões de novos casos são registrados todos os anos. A estimativa é que esse número chegue a 78 milhões em 2030 e alcance 139 milhões até 2050.

No Brasil, estima-se que entre 1,2 e 1,8 milhão de pessoas convivam com algum tipo de demência, embora muitos casos ainda não tenham sido diagnosticados. Paralelamente, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que cerca de 16% da população brasileira já tem 60 anos ou mais, reforçando a importância dos cuidados com a saúde cerebral.

Quando o esquecimento é considerado normal?

De acordo com a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN), o envelhecimento provoca mudanças naturais no cérebro, tornando o processamento das informações mais lento. Por isso, é esperado que algumas pessoas levem mais tempo para recordar nomes, esqueçam um compromisso ocasionalmente ou precisem repetir uma informação para aprendê-la.

Essas alterações, entretanto, costumam ser leves e não comprometem a autonomia nem impedem a realização das atividades do dia a dia.

"O que merece atenção é quando o esquecimento passa a ser frequente, progressivo e começa a comprometer atividades que antes eram realizadas normalmente, como administrar as próprias finanças, lembrar compromissos importantes ou reconhecer caminhos familiares. Nesses casos, a avaliação médica é fundamental para identificar a causa e iniciar o tratamento o quanto antes", explica a neurocirurgiã Dra. Vanessa Milanese, diretora de Comunicação da Sociedade Brasileira de Neurocirurgia.

Nem toda perda de memória é Alzheimer

Embora a doença de Alzheimer seja responsável por cerca de 60% a 70% dos casos de demência, ela não é a única condição capaz de provocar perda de memória e alterações cognitivas.

Segundo a especialista, outras doenças neurológicas também podem apresentar sintomas semelhantes e, em alguns casos, possuem tratamento.

Entre elas estão:

  • Tumores cerebrais;
  • Hematomas subdurais crônicos;
  • Alterações vasculares;
  • Hidrocefalia de pressão normal.

Essa última é caracterizada pelo acúmulo de líquido no cérebro e costuma provocar uma combinação de sintomas como dificuldade para caminhar, perda urinária e comprometimento cognitivo.

"O diagnóstico precoce faz toda a diferença. Nem toda perda de memória é causada por doenças neurodegenerativas. Existem alterações estruturais no cérebro e outras condições clínicas que podem apresentar sintomas semelhantes e, em alguns casos, são tratáveis. Por isso, investigar a origem desses sinais é essencial para oferecer ao paciente a melhor conduta possível e preservar sua qualidade de vida", destaca a Dra. Vanessa.

Como é feito o diagnóstico?

Quando há suspeita de alterações cognitivas, a investigação costuma incluir uma avaliação clínica detalhada, testes cognitivos e exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética.

Esses exames ajudam a identificar alterações estruturais no cérebro e a descartar causas potencialmente reversíveis da perda de memória.

Segundo a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, quanto mais cedo essas alterações são identificadas, maiores são as possibilidades de tratamento, controle da progressão da doença e preservação da autonomia do paciente.

Há como prevenir a perda de memória?

Embora nem todos os casos possam ser evitados, especialistas afirmam que uma parcela importante das demências pode ser prevenida ou, ao menos, adiada.

A The Lancet Commission estima que até 45% dos casos de demência estejam relacionados a fatores de risco modificáveis ao longo da vida, como:

  • hipertensão arterial;
  • diabetes;
  • obesidade;
  • sedentarismo;
  • tabagismo;
  • consumo excessivo de álcool;
  • perda auditiva não tratada;
  • depressão;
  • isolamento social.

Manter hábitos saudáveis, praticar atividade física regularmente, controlar doenças crônicas e realizar acompanhamento médico são medidas que ajudam a preservar a saúde cerebral durante o envelhecimento.

Quando procurar ajuda médica?

Esquecer um compromisso ocasionalmente ou demorar alguns instantes para lembrar uma informação costuma fazer parte do envelhecimento natural. No entanto, quando esses episódios se tornam frequentes, evoluem com o tempo ou passam a comprometer tarefas simples do cotidiano, é importante procurar avaliação especializada.

O diagnóstico precoce permite identificar doenças neurodegenerativas ainda em estágios iniciais, além de reconhecer condições tratáveis que podem simular quadros de demência. Dessa forma, é possível ampliar as possibilidades de tratamento, preservar a qualidade de vida e oferecer mais autonomia aos pacientes por mais tempo.

Saúde em Dia
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