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Planta medicinal brasileira pode ajudar nas dores da artrite

14 set 2026 - 10h29
(atualizado às 10h30)
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Resumo
Pesquisadores da Unesp descobriram que o extrato da planta litorânea brasileira Alternanthera littoralis, a periquito-da-praia, tem forte ação anti-inflamatória e antioxidante contra a artrite. Em testes com animais, a espécie reduziu o inchaço e protegeu as articulações. Embora os resultados confirmem o potencial terapêutico da planta no combate a dores inflamatórias, ainda são necessários novos estudos toxicológicos e testes clínicos em humanos antes de sua recomendação médica.

14 de setembro de 2026 (Bibliomed). A Alternanthera littoralis, popularmente conhecida como periquito-da-praia, é uma planta encontrada no litoral brasileiro e usada na medicina popular para combater inflamações, infecções microbianas e doenças parasitárias.

Planta medicinal brasileira pode ajudar nas dores da artrite
Planta medicinal brasileira pode ajudar nas dores da artrite
Foto: LightFieldStudios/Evanto / Boa Saúde

Pesquisadores da Unesp de Botucatu, em São Paulo, começaram a estudar a planta em busca de evidências farmacológicas que sustentem essas aplicações e pela análise de sua segurança.

Para isso, eles realizaram análises fitoquímicas da planta para identificar os principais compostos bioativos do extrato etanólico das suas partes aéreas e avaliaram a eficácia anti-inflamatória da planta em modelos experimentais de artrite.

Os resultados mostraram que o extrato etanólico da planta apresentou efeito anti-inflamatório significativo em animais de laboratório, com redução de edema, melhora nos parâmetros articulares e modulação de mediadores inflamatórios, o que sugere ação antioxidante e protetora dos tecidos.

Segundo os autores, essas confirmações reforçam o potencial medicinal da planta, estabelecendo uma base para futuras pesquisas pré-clínicas. No entanto, eles ressaltam que para recomendar o uso clínico da planta, ainda são necessárias mais pesquisas, com análises toxicológicas e estudos clínicos em humanos.

Fonte: Journal of Ethnopharmacology. DOI: 10.1016/j.jep.2025.120720.

Boa Saúde
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