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Pesquisa revela impacto do odor corporal na qualidade de vida das mulheres

Pesquisa com 1.284 brasileiras mostra que o odor corporal pode afetar a qualidade de vida, a autoestima e a relação com o próprio corpo ao longo das fases da vida.

6 nov 2026 - 19h01
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Resumo
Pesquisa do Grupo Boticário com 1.284 brasileiras revela que mais de 80% das mulheres temem o mau odor corporal e acreditam que ele afeta a qualidade de vida. As axilas e os pés lideram os incômodos, intensificados por fases como o climatério e oscilações do ciclo menstrual, que alteram o suor e a pele. O estudo enfatiza que a transpiração é um processo fisiológico natural e não sinal de falta de higiene, defendendo o autocuidado contínuo, a quebra de estigmas e o acolhimento dessas mudanças.

O corpo feminino passa por transformações ao longo da vida, e nem todas elas aparecem nas conversas do dia a dia. Além das mudanças na pele, nos cabelos e no metabolismo, a transpiração, a percepção do odor corporal e os calorões também influenciam o bem-estar, a autoestima e a relação de muitas mulheres com o próprio corpo.

Foto: Divulgação / Alto Astral

Uma pesquisa do Centro de Pesquisa da Mulher, do Grupo Boticário, ouviu 1.284 brasileiras dos 20 aos mais de 70 anos. O resultado mostra que 82,85% consideram que o mau odor corporal pode impactar a qualidade de vida, enquanto 80,07% veem a possibilidade de apresentar odor corporal como motivo de preocupação.

Onde o desconforto aparece mais

O estudo identificou as áreas do corpo que mais geram incômodo relacionado ao odor. As axilas lideram o ranking, seguidas por pés, regiões íntimas e cabelos.

  • Axilas: 46,27% das participantes relataram desconforto.

  • Pés: 42,45% mencionaram incômodo.

  • Regiões íntimas: 39,09% apontaram preocupação.

  • Cabelos: 31,54% relataram desconforto.

Os percentuais consideram mulheres que relataram níveis de incômodo "moderado", "muito" ou "muitíssimo".

Climatério e mudanças no corpo

O climatério merece atenção especial. Entre as participantes, 60% estavam em alguma fase dessa etapa da vida, marcada por alterações hormonais que podem influenciar a regulação da temperatura corporal e a percepção da transpiração.

Nesse grupo, 41% relataram calor frequente e 40% mencionaram episódios de calorão ou fogachos. Além disso, 30,30% perceberam aumento da transpiração e da umidade nas axilas com o avanço da idade, enquanto 27,34% passaram a transpirar mais no couro cabeludo.

O suor é uma resposta fisiológica natural e essencial para regular a temperatura do organismo. Ainda assim, as mudanças percebidas ao longo do envelhecimento podem modificar a forma como as mulheres vivenciam o conforto corporal.

Odor corporal não é falta de higiene

Um ponto importante da pesquisa é desconstruir a associação automática entre transpiração, odor corporal e falta de higiene. Esses fenômenos envolvem fatores fisiológicos e percepções individuais, e não devem virar motivo de julgamento.

"A transpiração é um processo natural e essencial ao funcionamento do organismo, mas as mudanças percebidas ao longo da vida podem trazer desconfortos que ultrapassam a dimensão física. Quando uma pesquisa revela que mais de 80% das mulheres entrevistadas consideram que o mau odor corporal pode impactar a qualidade de vida, fica evidente a importância de compreender essas percepções sem reforçar estigmas", explica Gustavo Dieamant, diretor-executivo de Pesquisa e Desenvolvimento do Grupo Boticário.

Ciclo menstrual e autocuidado

O corpo feminino também passa por oscilações ao longo do ciclo menstrual. Estudos do Grupo Boticário, em parceria com a Consultoria Eixo e o Centro de Pesquisa da Mulher, ouviram 1.200 mulheres entre 14 e 65 anos.

  • 52% relataram sensação de inchaço.

  • 50% perceberam aumento da oleosidade facial.

  • 38% apontaram maior sensibilidade da pele.

  • 30% mencionaram ressecamento corporal.

O ciclo menstrual afeta não apenas o corpo, mas também o humor, a energia, o sono e a sensibilidade emocional. Cada fase, menstrual, folicular, ovulatória e lútea, traz características próprias e necessidades diferentes de cuidado.

O conceito de cycle care propõe uma rotina de autocuidado alinhada a essas fases. A ideia é observar os sinais do corpo e adotar rituais que contribuam para o bem-estar.

Como cuidar sem culpa

Cuidar do corpo não significa esconder transformações naturais. Significa reconhecer que cada fase da vida pede atenção diferente, do climatério ao ciclo menstrual, passando pela rotina de exercícios e pelo dia a dia.

Entre as iniciativas do Boticário está a linha Cereja de Fases, desenvolvida a partir da compreensão das mudanças do corpo ao longo do ciclo menstrual. Já a linha Cuide-se Bem Acerola e Vai reúne sete produtos para acompanhar diferentes momentos da rotina de quem pratica atividades físicas.

Entre os destaques está o Desodorante Antitranspirante Aerossol, com tecnologia Shield Control, que oferece até 72 horas de proteção contra o mau odor e a transpiração. A linha também inclui bruma hidratante refrescante, loção hidratante com neutralização do mau odor, creme estilizador e loção relaxante para pernas, pés e braços cansados.

Corpo feminino merece respeito

Falar sobre odor corporal e transpiração é falar sobre saúde, conforto e autoestima. O corpo feminino passa por mudanças naturais e merece ser olhado com informação, empatia e menos julgamento.

A pesquisa do Grupo Boticário reforça que o autocuidado vai além da estética. É sobre se sentir bem na própria pele, respeitar as necessidades do corpo e viver cada fase com mais liberdade e confiança.

Alto Astral
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