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Márcia Goldschmidt: entenda a gravidade de uma obstrução em uma artéria do coração

4 nov 2026 - 05h00
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Márcia Goldschmidt descobriu uma obstrução de 71% no coração
Márcia Goldschmidt descobriu uma obstrução de 71% no coração
Foto: Reprodução/Instagram

A descoberta de uma obstrução de 71% em uma das principais artérias do coração levou Márcia Goldschmidt, de 64 anos, a passar por uma angioplastia de urgência. A apresentadora revelou que não apresentava sintomas e só identificou o problema depois de realizar uma sequência de exames cardiológicos. O episódio chamou a atenção para os riscos das doenças cardiovasculares silenciosas e levantou uma dúvida: o que significa ter uma artéria do coração mais de 70% obstruída?

As artérias coronárias são responsáveis por levar sangue rico em oxigênio ao músculo cardíaco. Quando esses vasos ficam estreitados por placas de gordura e colesterol, a circulação pode ser comprometida, aumentando o risco de complicações, entre elas a angina e o infarto.

No caso de Márcia, a obstrução identificada foi de 71%, percentual considerado significativo na avaliação de doenças coronarianas. Segundo o relato da apresentadora, a alteração foi descoberta após um teste ergométrico apontar resultados que exigiram uma investigação mais detalhada.

O que significa uma artéria do coração 71% obstruída?

Uma obstrução de 71% significa que a placa reduziu em aproximadamente esse percentual o diâmetro interno do trecho da artéria afetado. Isso não quer dizer que 71% do coração esteja comprometido, mas que a passagem de sangue naquele segmento do vaso está significativamente reduzida.

De acordo com diretrizes do American College of Cardiology (ACC) e da American Heart Association (AHA), estreitamentos de 70% ou mais em artérias coronárias que não sejam o tronco da coronária esquerda são geralmente classificados como significativos. No caso dessa artéria principal, o parâmetro utilizado é diferente, com estreitamentos a partir de 50% já considerados importantes.

O percentual, porém, não determina sozinho o risco de cada paciente. Os médicos também avaliam a localização da placa, a extensão da lesão, o fluxo sanguíneo, a presença de sintomas e os resultados de outros exames.

Por que a obstrução pode provocar um infarto?

A principal preocupação é que o estreitamento dificulta a chegada de sangue e oxigênio ao músculo cardíaco. Quando a demanda do coração aumenta, especialmente durante atividades físicas, o fluxo pode não ser suficiente, provocando isquemia, que é a redução do fornecimento de sangue ao tecido.

Outro risco acontece quando uma placa de gordura se rompe. O organismo pode formar um coágulo no local, que tem potencial para bloquear parcial ou completamente a artéria. Quando o fluxo sanguíneo é interrompido e o músculo cardíaco começa a sofrer lesões, ocorre o infarto.

Segundo a American Heart Association, a aterosclerose é um processo que pode evoluir durante anos sem apresentar sinais evidentes. Por isso, algumas pessoas descobrem a doença apenas durante uma investigação médica ou depois de uma complicação cardiovascular.

Quais são os sintomas de uma artéria coronária obstruída?

A obstrução das artérias coronárias pode provocar sintomas conhecidos como angina. Entre as manifestações mais comuns estão:

Dor, pressão ou aperto no peito;

Falta de ar, principalmente durante esforços;

Dor que pode se espalhar para os braços, costas, pescoço, mandíbula ou estômago;

Cansaço fora do habitual;

Suor frio;

Náuseas e tontura.

Nas mulheres, os sinais também podem ser menos característicos, incluindo falta de ar, náuseas, fadiga intensa e desconforto nas costas ou na mandíbula.

Entretanto, nem todas as pessoas apresentam sintomas antes de receber o diagnóstico. Foi justamente a ausência de sinais aparentes que tornou o caso de Márcia um alerta: sentir-se bem não significa necessariamente que as artérias estejam livres de obstruções.

Como uma obstrução de 71% é tratada?

O tratamento depende da avaliação cardiológica e das características da obstrução. Entre as possibilidades estão medicamentos, mudanças no estilo de vida, angioplastia e, em determinadas situações, cirurgia de revascularização do miocárdio, conhecida como ponte de safena ou mamária.

A angioplastia é um procedimento minimamente invasivo realizado por meio de um cateter introduzido em uma artéria, geralmente no punho ou na região da virilha. O dispositivo é conduzido até o local da obstrução.

Em muitos casos, um pequeno balão é utilizado para ampliar a passagem de sangue e um stent, espécie de estrutura metálica em forma de tubo, é colocado para ajudar a manter a artéria aberta.

Foi esse tipo de intervenção que Márcia informou ter realizado após a descoberta do problema cardíaco.

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