OMS diz que mais casos de hantavírus podem surgir, mas risco à saúde pública é baixo
Já foram relatados oito casos de infecção pelo vírus e três mortes
A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou informações atualizadas, na última quinta-feira, 7, sobre os casos de hantavírus ligados ao navio de cruzeiro MV Hondius. Segundo o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, oito casos foram relatados até o momento, com três mortes e cinco deles já confirmados como infecção por hantavírus.
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O diretor informou que novos casos podem surgir, considerando o período de incubação do vírus. Ainda assim, ele considerou que o risco à saúde pública é baixo.
“Nossas prioridades são garantir que os pacientes afetados recebam cuidados, que os passageiros restantes no navio sejam mantidos em segurança e tratados com dignidade e para evitar qualquer disseminação adicional do vírus”, disse Tedros.
Ele detalhou ainda, em coletiva à imprensa, que o hantavírus envolvido é o vírus Andes, única espécie conhecida por ser capaz de transmissão limitada entre humanos. Para haver contaminação, é preciso contato próximo e prolongado entre os infectados.
A OMS foi notificada da situação no último sábado, 2, e enviou um especialista que está a bordo do navio para dar suporte a uma avaliação médica mais abrangente de todos os passageiros e tripulantes, enquanto coleta informações críticas para avaliar o risco de infecção.
Foram enviados 2.500 kits de diagnóstico para laboratórios em cinco países para fortalecer a capacidade de testes. A OMS disse ainda que está desenvolvendo orientações operacionais passo a passo para o desembarque seguro e respeitoso e viagens de passageiros e tripulantes quando eles chegam.
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