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Mandetta diz que fica, mas sobe o tom e clama por "ciência"

Ministro da Saúde ainda afirmou que "quando" deixar o cargo, equipe saíra junto com ele

6 abr 2020
20h51
atualizado às 21h01
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O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, anunciou na noite desta segunda-feira (6) que permanece no cargo, reiterou que “médico não abandona paciente” e, sem citar diretamente o presidente Jair Bolsonaro, reclamou de críticas que, em sua visão, criam dificuldades para o seu trabalho à frente da pasta.

Ministro Luiz Henrique Mandetta
03/04/2020
REUTERS/Adriano Machado
Ministro Luiz Henrique Mandetta 03/04/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Mandetta acumulou uma série de desgastes com o presidente Jair Bolsonaro ao defender um amplo distanciamento social da população como enfrentamento do novo coronavírus. O ministro, aplaudido pela equipe do ministério ao chegar para a declaração feita à imprensa, se colocou como “dono das dúvidas”, e não da verdade.

O ministro observou que a crítica construtiva “enobrece” e nos faz dar passos à frente. “O que temos dificuldade é quando em determinadas situações, ou determinadas impressões, as críticas não vêm no sentido de construir, mas para trazer dificuldade no ambiente de trabalho. Isso tem sido uma constante. Vamos continuar, continuando a gente vai enfrentar nosso inimigo. Médico não abandona paciente, eu não vou abandonar”, reiterou, em um recado a Bolsonaro.

“Eu não vou abandonar, agora as condições de trabalho dos médicos precisam ser para todos. A única coisa que pedimos é o melhor ambiente para trabalhar. Começamos a semana com mais um solavanco, esperamos que possamos seguir em paz”, disse.

Mandetta destacou que, desde que chefiou o Ministério da Saúde, trabalha com uma equipe técnica, da qual é “apenas o porta-voz”. Afirmou que a pasta é fruto “de históricos e da melhor equipe técnica que eu sonhei em trabalhar”

“É muito difícil nesse sistema onde a gente não sabe ao certo como vai ser o próximo dia, a próxima semana. A gente não sabe se o comportamento da doença vai ser como nos outros países”, ressaltou Mandetta.

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Estadão
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