Julho Amarelo alerta para risco de hepatites na manicure
Médica alerta que materiais mal esterilizados podem transmitir hepatites B e C e explica quais cuidados são essenciais no salão
A campanha Julho Amarelo chama atenção para as hepatites B e C, que podem ser transmitidas em salões de manicure/pedicure por meio de instrumentos sem a devida esterilização. Especialistas alertam para a importância de protocolos rigorosos de higiene e sugerem o uso de kits individuais como medida de prevenção. 🧼✂️
Julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, dedicada à conscientização sobre as hepatites virais. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, as hepatites B e C ainda preocupam, principalmente porque podem ser transmitidas em situações do dia a dia, como durante procedimentos de manicure e pedicure quando não há os cuidados adequados com a higiene.
Segundo a hepatologista Dra. Patrícia Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein, o risco está principalmente no contato com sangue contaminado presente em alicates e outros instrumentos compartilhados sem esterilização correta.
Como a hepatite pode ser transmitida na manicure?
Pequenos cortes feitos durante a retirada das cutículas podem ser suficientes para favorecer a transmissão dos vírus das hepatites B e C caso os instrumentos tenham sido utilizados anteriormente em uma pessoa infectada.
"O sangue contaminado que pode estar presente em alicates de unhas e em outros utensílios utilizados na manicure/pedicure pode contaminar a própria profissional ou a cliente seguinte", explica a Dra. Patrícia Almeida.
Cuidados que fazem a diferença
Para reduzir o risco de transmissão, a especialista recomenda que salões e profissionais sigam protocolos rigorosos de higiene, como:
- Esterilizar alicates, espátulas e instrumentos metálicos em autoclave.
- Lavar as mãos antes e depois de cada atendimento.
- Utilizar luvas durante os procedimentos.
- Não reutilizar lixas, palitos de madeira e lixas de esfoliação.
- Higienizar bacias de pés e mãos entre um atendimento e outro.
- Usar toalhas limpas para cada cliente.
Estufa ou forno comum não são a mesma coisa
A médica alerta que ainda existem estabelecimentos que acreditam ser possível esterilizar materiais metálicos em fornos convencionais, o que não é indicado.
Segundo ela, os equipamentos de esterilização devem ser utilizados conforme as orientações do fabricante. No caso das estufas apropriadas, o processo exige temperatura e tempo específicos para garantir a eliminação dos microrganismos.
Antes da esterilização, os instrumentos também precisam ser lavados com água corrente, detergente e escova adequada, secos completamente e embalados corretamente.
Ter o próprio kit é a opção mais segura
Embora seja importante escolher estabelecimentos que sigam boas práticas de higiene, nem sempre o cliente consegue verificar se a esterilização foi feita corretamente.
Por isso, a recomendação da médica é levar um kit individual sempre que possível, contendo alicate, espátula, lixa, palito e toalha de uso exclusivo.
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