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HPV tem cura? Veja sintomas, tratamento e prevenção

O Papilomavírus Humano é uma IST, Infecção Sexualmente Transmissível, que pode afetar tanto homens quanto mulheres; saiba como se prevenir

30 mar 2023 - 20h19
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Há casos em que o vírus é eliminado sem que a pessoa saiba que estava infectada
Há casos em que o vírus é eliminado sem que a pessoa saiba que estava infectada
Foto: iStock

Você sabia que pode demorar até 20 anos para que algum sintoma de HPV se manifeste no corpo? Os dados do Ministério da Saúde (MS) ainda informam que em alguns casos, o HPV pode ficar latente de meses a anos, sem manifestar sinais (visíveis a olho nu) ou apresentar manifestações subclínicas (não visíveis a olho nu).

Existem mais de 100 tipos diferentes de HPV, e eles são classificados em tipos de baixo risco e alto risco, dependendo da sua capacidade de causar câncer. A vacinação e os exames regulares de Papanicolau (no caso de mulheres) podem ajudar a prevenir ou detectar precocemente as doenças relacionadas ao HPV.

O que é HPV e o que pode causar?

O HPV (sigla em inglês para Papilomavírus Humano) é um vírus que infecta pele ou mucosas (oral, genital ou anal), provocando verrugas anogenitais (região genital e no ânus) e câncer, a depender do tipo de vírus. “A infecção pelo HPV é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST)”, aponta o MS.

Quais os sintomas do HPV no corpo?

Segundo Ministério da Saúde, a infecção pelo HPV não apresenta sintomas na maioria das pessoas. A diminuição da resistência do organismo pode desencadear a multiplicação do HPV e, consequentemente, provocar o aparecimento de lesões. “A maioria das infecções em mulheres (sobretudo em adolescentes) tem resolução espontânea, pelo próprio organismo,  em um período aproximado de até 24 meses”, garante.

As primeiras manifestações da infecção pelo HPV surgem entre, aproximadamente, dois a oito meses, mas pode demorar até 20 anos para aparecer algum sinal da infecção. As manifestações costumam ser mais comuns em gestantes e em pessoas com imunidade baixa.

Ainda conforme o órgão, o diagnóstico do HPV é realizado por meio de exames clínicos e laboratoriais, dependendo do tipo de lesão, se clínica ou subclínica.

Lesões clínicas

Verrugas na região genital e no ânus, geralmente causadas por tipos de HPV não cancerígenos.

Lesões subclínicas

Não são visíveis ao olho nu e podem ser causadas por tipos de HPV de baixo e de alto risco para desenvolver câncer.

Transmissão

A transmissão ocorre principalmente por via sexual, mas existem outras possibilidades de transmissão: vertical (mãe/feto), através da saliva, de auto-infecção e de infecção por perfuração ou corte com objetos contaminados pelo HPV.

Tratamento

O tratamento varia de acordo com cada paciente, e pode ser clínico (com medicamentos) ou cirúrgico. Ele consiste na destruição das lesões. Independente de realizar o tratamento, as lesões podem desaparecer, permanecer inalteradas ou aumentar em número e/ou volume. As informações também são do Ministério da Saúde. A pasta explica mais:

  • Deve ser individualizado, considerando características (extensão, quantidade e localização) das lesões, disponibilidade de recursos e efeitos adversos;
  • São químicos, cirúrgicos e estimuladores da imunidade;
  • Podem ser domiciliares (autoaplicados: imiquimode, podofilotoxina) ou ambulatoriais (aplicado no serviço de saúde: ácido tricloroacético - ATA, podofilina, eletrocauterização, exérese cirúrgica e crioterapia), conforme indicação profissional para cada caso;
  • Podofilina e imiquimode não deve ser usada na gestação.

Prevenção

Vacina, exame preventivo e uso de preservativo são as principais formas de evitar a infecção. Segundo o MS, quando essas alterações que antecedem o câncer são identificadas e tratadas, é possível prevenir 100% dos casos, por isso é muito importante que pessoas com vagina façam o exame de Papanicolaou regularmente.

Vacina

Vacinar-se contra o HPV é a medida mais eficaz de se prevenir contra a infecção. O Ministério reforça que a vacina é distribuída gratuitamente pelo SUS e é indicada para:

  • Meninas e meninos de 9 a 14 anos, com esquema de 2 doses. Adolescentes que receberem a primeira dose dessa vacina nessas idades , poderão tomar a segunda dose mesmo se ultrapassado os seis meses do intervalo preconizado, para não perder a chance de completar o seu esquema;
  • Mulheres e Homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos, com esquema de três doses ( 0,2,6 meses) , independentemente da idade;
  • A vacina não previne infecções por todos os tipos de HPV, mas é dirigida para os tipos mais frequentes: 6, 11, 16 e 18.

HPV tem cura?

Há casos em que o vírus é eliminado sem que a pessoa saiba que estava infectada, mas não há um medicamento específico que mate ou elimine o vírus. A cura acontece espontaneamente em cerca de 90% dos casos, em até 2 anos, quando a pessoa tem o sistema imunológico fortalecido.

Fonte: Redação Terra Você
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