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Harmonização facial: antes e depois de Mônica Carvalho chama atenção

Atriz revelou o resultado no programa Fofocalizando, do SBT; especialistas explicam como diferentes procedimentos podem ser combinados para atender às necessidades de cada paciente

20 out 2026 - 12h05
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Resumo
A transformação de Mônica Carvalho após uma harmonização facial evidenciou a eficácia do tratamento estético. Longe de ser um método único, a prática combina técnicas como toxina botulínica, preenchedores, bioestimuladores e tecnologias para equilibrar as proporções do rosto de forma natural. Especialistas ressaltam que não existe fórmula padrão: o sucesso depende de um diagnóstico médico preciso e personalizado, que respeite as características individuais para garantir resultados harmônicos.

A atriz Mônica Carvalho, de 55 anos, chamou a atenção ao mostrar o antes e depois de sua harmonização facial. A transformação foi apresentada nesta semana no programa Fofocalizando, do SBT, com imagens que destacam o resultado do procedimento. "Os detalhes é que fazem toda a diferença. Fiquei muito satisfeita", afirmou a atriz.

Mônica Carvalho, de 55 anos, mostrou o antes e depois da harmonização facial no programa Fofocalizando, do SBT
Mônica Carvalho, de 55 anos, mostrou o antes e depois da harmonização facial no programa Fofocalizando, do SBT
Foto: Divulgação / Alto Astral

Apesar de ser frequentemente associada a mudanças no contorno do rosto, a harmonização facial não corresponde a um procedimento único. O termo é utilizado para descrever a combinação de técnicas estéticas que buscam melhorar as proporções faciais, respeitando as características e as necessidades de cada pessoa.

Segundo a cirurgiã plástica Beatriz Lassance, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), a avaliação individualizada é fundamental para definir a abordagem. "Grande parte das vezes, a queixa do paciente foca apenas em uma estrutura específica do rosto, quando, na verdade, o incômodo vem da falta de proporção entre diversas estruturas que compõem a face. A harmonização facial consiste então em deixar todas estas estruturas harmônicas entre si e para isso é necessário um diagnóstico preciso da causa da queixa do paciente", explica.

Quais procedimentos podem fazer parte da harmonização facial?

A harmonização facial pode envolver diferentes recursos, como toxina botulínica, preenchedores, bioestimuladores de colágeno, biorremodeladores e tecnologias. A escolha depende dos objetivos do tratamento e das características de cada paciente.

A toxina botulínica, por exemplo, atua temporariamente na contração muscular. Quando aplicada em pontos estratégicos, pode suavizar marcas de expressão sem comprometer excessivamente os movimentos naturais do rosto.

"A toxina botulínica, aplicada em pontos estratégicos e com doses personalizadas, pode suavizar marcas de expressão sem comprometer a dinâmica facial. Além disso, há um efeito de prevenção do envelhecimento muito interessante, pois reduzimos a demarcação que essa musculatura causa", explica a dermatologista Flávia Brasileiro, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).

O efeito, no entanto, é temporário. Conforme explica a médica, a função muscular é restaurada gradualmente com a formação de novas junções neuromusculares.

Para que servem os preenchedores faciais?

Os preenchedores à base de ácido hialurônico são utilizados para adicionar volume e sustentação a determinadas regiões. Entre as possíveis indicações estão o tratamento de sulcos, a definição de contornos e a reposição de volume em áreas específicas do rosto.

De acordo com Beatriz Lassance, o ácido hialurônico utilizado nesses produtos passa por um processo de modificação que aumenta sua resistência à degradação natural do organismo. Isso permite que o material permaneça por mais tempo na região tratada.

A dermatologista Paola Pomerantzeff, também membro da SBD, acrescenta que os preenchimentos podem ser utilizados em diferentes áreas, incluindo lábios, região abaixo dos olhos e sulcos nasolabiais. A duração dos resultados varia conforme o produto, o local da aplicação e as características individuais, podendo ficar, em muitos casos, entre seis e 12 meses.

É importante lembrar que a indicação deve considerar os benefícios esperados e os possíveis riscos. Mesmo substâncias utilizadas com frequência em procedimentos estéticos exigem avaliação e aplicação por profissional habilitado.

O que é a biorremodelação da pele?

Outra possibilidade é a biorremodelação, técnica que busca melhorar características da pele sem ter como objetivo principal aumentar o volume facial.

Segundo Flávia Brasileiro, o tratamento com Profhilo utiliza ácido hialurônico para estimular processos relacionados à matriz extracelular, estrutura que contribui para as características do tecido. A proposta é favorecer melhorias progressivas na hidratação, elasticidade, firmeza e textura da pele.

Diferentemente dos preenchedores convencionais, o objetivo principal da biorremodelação não é alterar os contornos do rosto por meio da adição de volume. A indicação, entretanto, depende das necessidades individuais e da avaliação médica.

Bioestimuladores e tecnologias também podem ser utilizados

Os bioestimuladores de colágeno, como o ácido poli-L-láctico e a hidroxiapatita de cálcio, são substâncias injetáveis utilizadas para estimular a produção de colágeno e contribuir para a firmeza da pele.

Além dos injetáveis, algumas tecnologias também podem ser consideradas em tratamentos voltados à qualidade da pele e aos sinais de envelhecimento. Entre elas estão equipamentos de radiofrequência, que promovem aquecimento controlado dos tecidos e podem estimular respostas relacionadas ao colágeno.

A dermatologista Flávia Brasileiro cita o Volnewmer, que utiliza radiofrequência monopolar, e o Ignite RF, que reúne diferentes modalidades de radiofrequência. A escolha entre essas tecnologias depende da indicação clínica, das características da pele e dos objetivos estabelecidos para cada paciente.

A combinação de procedimentos pode ser considerada em determinadas situações, mas não existe uma fórmula única que funcione para todos os rostos. Os resultados também variam de pessoa para pessoa.

Como saber qual procedimento é indicado?

Apesar da variedade de técnicas disponíveis, a escolha dos procedimentos deve ser feita após uma avaliação individualizada. O profissional precisa examinar as características da pele, compreender as queixas do paciente e definir quais abordagens fazem sentido para cada caso.

"A associação de técnicas é frequente na rotina clínica. Com a associação, os efeitos podem ser mais expressivos e os resultados, mais naturais. Mas cada paciente deve ser tratado individualmente e os resultados variam de pessoa para pessoa", explica Paola Pomerantzeff.

O antes e depois de Mônica Carvalho reacende o interesse pela harmonização facial, mas cada tratamento deve ser planejado de acordo com as necessidades individuais. Mais do que seguir tendências, a avaliação profissional ajuda a definir expectativas realistas e a escolher procedimentos com indicações adequadas.

Alto Astral
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