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Governo nomeia novo secretário de Vigilância da Saúde

Farmacêutico Arnaldo Correia de Medeiros assume o cargo antes ocupado por Wanderson Oliveira

5 jun 2020
09h17
atualizado às 09h34
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BRASÍLIA - O governo federal nomeou o farmacêutico Arnaldo Correia de Medeiros para exercer o cargo de secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. Medeiros entra no lugar de Wanderson Oliveira, que deixou o cargo no mês passado, por divergências com a cúpula do governo sobre a condução das ações de combate ao novo coronavírus. A nomeação do novo titular da área está publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira, 5.

O novo secretário de vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.
O novo secretário de vigilância em Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros.
Foto: Reprodução/YouTube/Hospital Universitário Lauro Wanderley / Estadão Conteúdo

Wanderson, que é enfermeiro epidemiologista, foi um dos principais formuladores da estratégia do Ministério da Saúde para enfrentar a covid-19. Em 15 de abril, o pedido de demissão dele se tornou público, mas não foi aceito pelo então ministro Luiz Henrique Mandetta, que acabou saindo em seguida do cargo de ministro. Wanderson chegou a se queixar com colegas sobre o discurso do presidente Jair Bolsonaro contrário ao isolamento social mais amplo, e afirmou, na ocasião, que sairia junto com Mandetta.

O novo secretário Arnaldo Correia de Medeiros é graduado em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), tem mestrado em Bioquímica e Imunologia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e doutorado em Ciências Biológicas na Universidade de São Paulo (USP). Medeiros também foi professor da UFPB e superintendente do Hospital Universitário Lauro Wanderley, vinculado à mesma universidade.

A Secretaria de Vigilância em Saúde é responsável, em âmbito nacional, por todas as ações de vigilância, prevenção e controle de doenças transmissíveis, como a covid-19, pela vigilância de fatores de risco para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis, saúde ambiental e do trabalhador e também pela análise de situação de saúde da população brasileira.

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Estadão
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