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Feriado prolongado: por que viajar de avião pode piorar a enxaqueca

Mudanças de pressão, rotina e até o sono podem desencadear crises durante voos, segundo especialista

17 abr 2026 - 14h20
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Viajar no feriado prolongado é comum. Mas, para quem tem enxaqueca, o avião pode virar um gatilho.

Veja qual a relação entre viajar de avião e crises de enxaqueca
Veja qual a relação entre viajar de avião e crises de enxaqueca
Foto: Freepik / Saúde em Dia

Segundo o neurologista Dr. Tiago de Paula, especialista em cefaleia, isso tem explicação científica. "A enxaqueca é uma doença neurológica crônica, caracterizada por um cérebro mais sensível a mudanças do ambiente", afirma.

E o motivo é o fato de que o voo reúne várias dessas mudanças ao mesmo tempo.

Pressão atmosférica é o principal fator

Durante a viagem, o corpo passa por variações de pressão. Isso acontece na decolagem, durante o voo e no pouso.

Mesmo com a cabine pressurizada, a diferença em relação ao solo ainda é significativa. Para quem tem enxaqueca, isso pode aumentar a atividade do sistema nervoso.

Um estudo recente, publicado em 2025, reforça essa relação. A análise de diversos trabalhos mostrou que mudanças de pressão e temperatura estão associadas às crises.

Outros gatilhos comuns durante o voo

Além da pressão, outros fatores aumentam o risco de dor.

Entre os principais estão:

  • Desidratação, causada pelo ar seco da cabine.
  • Alterações no sono ou noites mal dormidas.
  • Jejum prolongado ou alimentação irregular.
  • Estresse físico e emocional da viagem.

Esse conjunto de fatores aumenta a sensibilidade do cérebro. Como resultado, as crises podem surgir com mais facilidade.

Por que o risco aumenta no feriado?

Durante o feriado prolongado, a rotina muda bastante. E isso também influencia a enxaqueca.

Alguns hábitos comuns nessa época funcionam como gatilhos extras:

  • Consumo de álcool.
  • Mudanças nos horários de sono.
  • Exposição ao calor.
  • Alimentação diferente do habitual.

Quando esses fatores se somam ao voo, o risco de crise aumenta.

O problema não é o voo

Apesar dos gatilhos, o especialista faz um alerta importante: eles não são a causa da doença. "O problema central é a enxaqueca não tratada", explica.

Quando o tratamento está em dia, o organismo tolera melhor essas mudanças. Isso inclui viagens de avião e alterações no ambiente.

Como reduzir o risco de crise de enxaqueca ao viajar

Algumas atitudes simples ajudam a diminuir as chances de dor:

  • Beber água com frequência.
  • Evitar longos períodos sem comer.
  • Dormir bem antes da viagem.
  • Reduzir o consumo de álcool.

Essas medidas ajudam, mas não substituem o tratamento médico.

Tratamento faz a diferença

Hoje, existem várias opções para controlar a enxaqueca.

O tratamento pode incluir:

  • Medicamentos orais, como anticonvulsivantes e betabloqueadores.
  • Terapias com anticorpos monoclonais anti-CGRP.
  • Aplicação de toxina botulínica em casos específicos.

Essas abordagens ajudam a reduzir a frequência e a intensidade das crises.

Com acompanhamento adequado, é possível viajar com mais conforto.

Saúde em Dia
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