Famosos e a DPOC: doença pulmonar que afeta a respiração
Descubra o que é DPOC, sintomas e prevenção; conheça famosos que morreram da doença pulmonar obstrutiva crônica e veja como se proteger hoje
A doença pulmonar obstrutiva crônica, conhecida como DPOC, afeta a respiração de forma progressiva e limita atividades simples do dia a dia. Esse problema atinge principalmente pessoas que fumam ou fumaram por muitos anos. Com o tempo, a doença provoca falta de ar, tosse persistente e produção de catarro, o que interfere diretamente na qualidade de vida.
Inclusive, os pulmões de quem tem DPOC perdem parte da capacidade de troca de oxigênio com o sangue. Assim, o organismo passa a trabalhar em esforço constante para garantir o ar necessário. Em estágios mais avançados, a pessoa sente cansaço até em tarefas leves, como caminhar dentro de casa ou subir poucos degraus.
O que é DPOC e como essa doença afeta os pulmões?
A DPOC reúne duas condições principais: a bronquite crônica e o enfisema pulmonar. Na bronquite crônica, os brônquios inflamam e produzem muco em excesso, o que estreita a passagem de ar. Já no enfisema, os alvéolos, que funcionam como pequenos sacos de ar, sofrem danos e perdem elasticidade. Dessa forma, o ar entra, porém não sai completamente, o que causa sensação de sufocamento.
O principal fator de risco é o tabagismo. A fumaça do cigarro, do charuto e até do cigarro eletrônico contém substâncias que irritam e inflamam as vias respiratórias. Além disso, a exposição prolongada à poluição do ar, poeiras e produtos químicos no trabalho também contribui para o desenvolvimento da DPOC. Assim, em menor escala, fatores genéticos podem favorecer o aparecimento da doença, mesmo em quem fumou pouco.
Os sintomas surgem de forma lenta. Primeiro aparece a tosse diária, geralmente pela manhã, seguida por catarro persistente. Depois surge o cansaço ao esforço, que evolui para falta de ar em atividades simples. Em muitas situações, a pessoa atribui os sinais à idade ou ao sedentarismo e adia a busca por atendimento médico. Esse atraso dificulta o diagnóstico precoce e o controle adequado.
DPOC: quais são os principais sinais de alerta e como diagnosticar?
Os profissionais de saúde orientam atenção especial a alguns sinais. Entre eles, destacam-se:
- Tosse crônica por pelo menos três meses em dois anos seguidos.
- Produção diária de catarro, especialmente pela manhã.
- Falta de ar em caminhadas curtas ou esforços moderados.
- Chiado no peito e sensação de aperto torácico.
- Infecções respiratórias frequentes, como bronquites e pneumonias.
Quando esses sintomas aparecem, a avaliação médica torna-se essencial. O diagnóstico costuma incluir exame físico e um teste chamado espirometria. Esse exame mede o volume de ar que a pessoa consegue soprar e a velocidade dessa expiração. Assim, o profissional avalia o grau de obstrução das vias respiratórias e classifica a DPOC em estágios leve, moderado, grave ou muito grave.
Assim, além da espirometria, exames de imagem, como radiografia ou tomografia do tórax, ajudam a descartar outras doenças. Em alguns casos, exames de sangue e teste de oximetria analisam a quantidade de oxigênio circulante. Com esse conjunto de informações, a equipe de saúde define o tratamento mais adequado para cada caso.
Quais famosos morreram de DPOC e o que essa doença revela?
Aliás, a doença pulmonar obstrutiva crônica ganhou destaque na mídia após a morte de algumas personalidades conhecidas. Esses casos chamaram a atenção para os riscos do tabagismo e para a importância da prevenção. Entre os nomes mais citados estão artistas internacionais que mantiveram longos históricos de fumo.
O cantor e compositor Leonard Cohen, amplamente associado ao cigarro durante boa parte da carreira, recebeu diagnóstico de DPOC em fase avançada. Em entrevistas, pessoas próximas relataram limitações respiratórias importantes nos últimos anos de vida. Outro exemplo é o músico norte-americano Waylon Jennings, figura central do country. Ele fumou por décadas e enfrentou complicações respiratórias relacionadas à DPOC antes da morte.
No campo da atuação, o ator norte-americano Dean Martin, conhecido pela associação constante com bebida e cigarro em cena, também teve registro de DPOC como uma das doenças que afetaram seus últimos anos. Casos como esses, divulgados amplamente, reforçam a ligação direta entre tabagismo prolongado e dano pulmonar crônico.
Além deles, diversos artistas menos conhecidos fora de seus países também morreram em decorrência de doenças respiratórias crônicas. Em muitas biografias, relatos mencionam internações repetidas por infecções pulmonares, uso contínuo de oxigênio suplementar e limitação para apresentações ao vivo. Assim, a DPOC passa a integrar a narrativa pública sobre os impactos do cigarro na saúde.
Como prevenir a DPOC e reduzir o impacto dessa doença?
A prevenção da DPOC começa com a interrupção do contato constante com a fumaça do cigarro. Parar de fumar em qualquer fase reduz a velocidade de perda da função pulmonar. Por isso, campanhas de saúde recomendam abandonar o tabagismo o mais cedo possível. Mesmo quem já recebeu diagnóstico de DPOC se beneficia da cessação do fumo, com menos crises e internações.
Para quem deseja reduzir o risco de doença pulmonar crônica, alguns cuidados se mostram decisivos:
- Abandonar o cigarro, incluindo cigarros eletrônicos e narguilé.
- Evitar ambientes fechados com fumaça ou poeira intensa.
- Usar equipamentos de proteção em atividades profissionais com exposição a químicos.
- Atualizar vacinas contra gripe e pneumonia, que podem agravar a DPOC.
- Praticar atividade física regular, respeitando limites individuais.
O tratamento da DPOC inclui broncodilatadores inalatórios, medicamentos anti-inflamatórios e, em alguns casos, oxigênio domiciliar. A reabilitação pulmonar, com exercícios supervisionados e orientação respiratória, melhora a capacidade funcional. Dessa forma, muitas pessoas mantêm rotina ativa mesmo com diagnóstico estabelecido.
Os casos de famosos que morreram em decorrência de DPOC funcionam como alerta para a população geral. A combinação de informação, prevenção e acompanhamento médico permite reduzir o impacto dessa doença pulmonar crônica na sociedade. Assim, a história de cada paciente passa a caminhar ao lado de escolhas diárias mais protetoras para os pulmões.