Script = https://s1.trrsf.com/update-1779108912/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE
Publicidade

Estatinas salvam vidas? Entenda como medicamentos para colesterol ajudam a prevenir infarto e AVC

Entre os medicamentos mais citados nas conversas sobre colesterol estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina.

19 mai 2026 - 11h51
Compartilhar
Exibir comentários

Em clínicas e hospitais de todo o país, o tema "colesterol" aparece com frequência nas consultas de rotina. Entre os medicamentos mais citados nessas conversas estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina. Afinal, esses fármacos se tornaram parte importante da estratégia da cardiologia moderna para reduzir o colesterol LDL, o colesterol "ruim", e diminuir o risco de infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

O interesse por essas medicações aumentou conforme estudos internacionais mostraram que, ao controlar melhor o colesterol, é possível reduzir de forma significativa eventos cardiovasculares graves. Ainda assim, muitos pacientes têm dúvidas sobre como esses remédios funcionam. Ademais, quem realmente precisa usá-los e quais cuidados devem acompanhar o tratamento de longo prazo com estatinas.

Entre os medicamentos mais citados nessas conversas estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina – depositphotos.com / Irrmago
Entre os medicamentos mais citados nessas conversas estão as estatinas, grupo de remédios que inclui substâncias como atorvastatina e rosuvastatina – depositphotos.com / Irrmago
Foto: Giro 10

Como o colesterol alto prejudica o coração e os vasos sanguíneos

O colesterol é uma gordura essencial ao organismo, envolvida na produção de hormônios e na formação das membranas das células. No entanto, o problema começa quando há excesso de colesterol LDL circulando no sangue. Em níveis elevados, essa partícula tende a se acumular na parede interna das artérias, favorecendo a formação das chamadas placas de gordura, processo conhecido como aterosclerose.

Essas placas estreitam os vasos, dificultando a passagem do sangue e, com o tempo, podem se romper. Quando isso ocorre, forma-se um coágulo sobre a placa rompida, interrompendo o fluxo sanguíneo. Se o vaso obstruído irriga o coração, o quadro é um infarto; se a artéria acometida fica no cérebro, ocorre um AVC isquêmico. Por essa razão, o controle rigoroso do colesterol LDL é considerado um dos pilares na prevenção de doenças cardiovasculares.

Estatinas: o que são e como reduzem o colesterol LDL?

As estatinas são medicamentos que atuam principalmente no fígado, órgão responsável por produzir boa parte do colesterol do corpo. Substâncias como atorvastatina e rosuvastatina inibem uma enzima chave dessa fabricação, levando o fígado a produzir menos colesterol. Com essa redução interna, o órgão passa a retirar mais LDL da corrente sanguínea, por meio de receptores específicos, o que diminui os níveis de colesterol "ruim" nos exames laboratoriais.

Além de reduzir o LDL, as estatinas podem aumentar discretamente o HDL, o chamado colesterol "bom", e contribuir para estabilizar placas já existentes nas artérias, deixando-as menos propensas a ruptura. Estudos clínicos realizados ao longo das últimas décadas apontam que o uso regular dessas medicações, em doses adequadas, está associado a menor incidência de infarto, AVC e necessidade de procedimentos como angioplastia e cirurgia de ponte de safena.

Quem costuma receber indicação de atorvastatina ou rosuvastatina?

A prescrição de estatinas é feita com base no risco cardiovascular global de cada pessoa, e não apenas em um único valor de colesterol. De maneira geral, esses remédios são indicados com maior frequência para:

  • Pessoas que já tiveram infarto, AVC ou angina;
  • Pacientes com obstruções significativas em artérias coronárias ou carótidas;
  • Indivíduos com diabetes tipo 1 ou tipo 2, principalmente acima de 40 anos;
  • Pessoas com colesterol LDL persistentemente elevado, mesmo após mudanças no estilo de vida;
  • Pacientes com histórico familiar importante de doença cardíaca precoce.

A escolha entre atorvastatina, rosuvastatina ou outras estatinas, assim como a dose, leva em conta fatores como idade, outras doenças associadas, uso de medicamentos concomitantes e metas de redução de LDL definidas pelo profissional de saúde. Em alguns casos, a indicação é de uso contínuo e prolongado, com acompanhamento periódico.

Quais efeitos colaterais e cuidados merecem atenção?

Embora sejam amplamente estudadas e utilizadas, as estatinas podem provocar efeitos indesejáveis em parte dos usuários. Entre os mais citados estão dores musculares, sensação de fraqueza e, ocasionalmente, alterações em exames de enzimas do fígado. Em situações mais raras, podem ocorrer quadros musculares mais graves, o que exige suspensão imediata do medicamento e avaliação médica.

Por isso, recomenda-se que o tratamento seja acompanhado por consultas regulares e, quando necessário, exames de sangue para monitorar fígado, rim e fração lipídica. Em caso de sintomas como dor muscular intensa, urina escurecida, cansaço fora do habitual ou amarelamento dos olhos, a orientação é buscar atendimento para reavaliar a dose ou considerar outra estratégia terapêutica. A automedicação com estatinas, sem prescrição, é desencorajada, especialmente em pessoas que já usam diversos remédios ao mesmo tempo.

Além de reduzir o LDL, as estatinas podem aumentar discretamente o HDL, o chamado colesterol “bom”, e contribuir para estabilizar placas já existentes nas artérias, deixando-as menos propensas a ruptura – depositphotos.com / vampy1
Além de reduzir o LDL, as estatinas podem aumentar discretamente o HDL, o chamado colesterol “bom”, e contribuir para estabilizar placas já existentes nas artérias, deixando-as menos propensas a ruptura – depositphotos.com / vampy1
Foto: Giro 10

Qual o papel da alimentação e dos exercícios no controle do colesterol?

Mesmo quando as estatinas são indicadas, a mudança de hábitos segue como parte fundamental do tratamento. Uma alimentação equilibrada, com menor consumo de gorduras saturadas e trans e maior ingestão de frutas, verduras, legumes, grãos integrais e fontes de gordura de melhor perfil, como peixes e azeite de oliva, auxilia na redução do colesterol LDL e contribui para o controle do peso corporal.

A prática regular de atividade física também exerce efeito importante sobre o metabolismo das gorduras. Caminhadas, corridas leves, ciclismo e outras modalidades aeróbicas, associadas a exercícios de fortalecimento muscular, tendem a aumentar o HDL e melhorar a circulação sanguínea. Em muitos casos, o conjunto de dieta adequada, movimento diário e abandono do tabagismo permite usar doses menores de estatinas para atingir as metas de colesterol.

  1. Manter acompanhamento com profissional de saúde para definição de metas de LDL;
  2. Seguir corretamente o horário e a dose prescrita de estatinas, sem interrupções por conta própria;
  3. Adotar plano alimentar voltado ao controle do colesterol;
  4. Incluir exercícios físicos regulares, respeitando limites individuais;
  5. Relatar efeitos adversos e esclarecer dúvidas durante as consultas.

Dessa forma, o uso responsável de estatinas, aliado a um estilo de vida saudável e ao monitoramento médico periódico, compõe uma das principais estratégias disponíveis atualmente para reduzir o impacto das doenças cardiovasculares, ainda entre as maiores causas de morte no Brasil e no mundo em 2026.

Giro 10
Compartilhar

Comentários

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.

Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra