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Entendendo o câncer de pulmão: por que é tão perigoso

O câncer de pulmão aparece atualmente como o tipo de câncer mais letal porque, em muitos casos, seu diagnóstico ocorre em fases avançadas, quando as chances de cura são menores. Saiba os detalhes da doença.

25 fev 2026 - 13h03
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O câncer de pulmão aparece atualmente como o tipo de câncer mais letal porque, em muitos casos, seu diagnóstico ocorre em fases avançadas, quando as chances de cura são menores. Além disso, o pulmão é um órgão vital, e o tumor pode comprometer rapidamente a respiração e se espalhar para outras partes do corpo. Esses fatores, somados à forte ligação com o tabagismo e à exposição a agentes tóxicos, ajudam a explicar por que a taxa de mortalidade dessa doença continua alta em 2026, mesmo com avanços no tratamento.

Outro ponto que torna o câncer de pulmão tão mortal é a dificuldade em identificar sinais precoces. Afinal, nos estágios iniciais a doença pode evoluir de forma silenciosa, sem sintomas claros ou específicos. Portanto, isso atrasa a procura por atendimento médico. Quando se faz o diagnóstico, uma parte significativa dos pacientes já se encontra em estágios avançados, o que limita as opções terapêuticas curativas e aumenta a letalidade global.

A principal razão para o câncer de pulmão aparecer como o mais letal está na combinação entre alta incidência e alta taxa de mortalidade – depositphotos.com / blueringmedia
A principal razão para o câncer de pulmão aparecer como o mais letal está na combinação entre alta incidência e alta taxa de mortalidade – depositphotos.com / blueringmedia
Foto: Giro 10

Por que o câncer de pulmão é o mais letal entre os cânceres?

A principal razão para o câncer de pulmão aparecer como o mais letal está na combinação entre alta incidência e alta taxa de mortalidade. Estimativas internacionais indicam que esse tipo de tumor está entre os mais comuns no mundo e é o que mais causa mortes por câncer, tanto em homens quanto em mulheres. O atraso no diagnóstico, a agressividade de alguns subtipos e a presença frequente de metástases no momento da descoberta contribuem para esse cenário.

Além disso, muitos pacientes com câncer de pulmão apresentam outras enfermidades associadas, como doenças cardiovasculares e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), geralmente relacionadas ao tabagismo. Portanto, essas comorbidades tornam o tratamento mais complexo e aumentam o risco de complicações. Assim, mesmo com terapias modernas, a capacidade do organismo de responder ao tratamento pode ficar comprometida, o que influencia diretamente a taxa de letalidade.

Principais sintomas do câncer de pulmão

Os sintomas do câncer de pulmão variam de acordo com o tamanho e a localização do tumor, além da presença de metástases. Em muitos casos, os sinais aparecem apenas quando a doença já está em estágio mais avançado. Portanto, entre os sintomas mais relatados estão:

  • Tosse persistente, que pode piorar com o tempo ou mudar de padrão;
  • Escarro com sangue (hemoptise), mesmo em pequenas quantidades;
  • Falta de ar ou sensação de cansaço aos pequenos esforços;
  • Dor no peito, que pode piorar ao respirar fundo ou tossir;
  • Rouquidão e chiado no peito;
  • Perda de peso e de apetite sem causa aparente;
  • Cansaço extremo e fraqueza generalizada.

Em situações em que o câncer de pulmão se espalha para outros órgãos, podem surgir sintomas neurológicos, dores ósseas, aumento do volume abdominal ou icterícia, dependendo da região acometida. A presença de sinais persistentes, como tosse crônica e falta de ar, costuma motivar a investigação com exames de imagem, como radiografia e tomografia de tórax.

Causas e fatores de risco do câncer de pulmão

A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, incluindo o cigarro comum, o cigarro de palha, o charuto, o cachimbo e o uso de dispositivos eletrônicos com nicotina. Afinal, a fumaça do cigarro contém dezenas de substâncias cancerígenas que danificam progressivamente as células dos pulmões. Estima-se que a maioria dos casos de câncer de pulmão associe-se ao consumo de tabaco ou à exposição prolongada à fumaça de terceiros (tabagismo passivo).

Além do cigarro, outros fatores de risco relevantes incluem:

  • Exposição ocupacional a substâncias como asbestos (amianto), radônio, sílica e metais pesados;
  • Poluição atmosférica, especialmente em grandes centros urbanos e áreas industriais;
  • Histórico familiar de câncer de pulmão, indicando possível predisposição genética;
  • Idade avançada, com maior incidência a partir dos 50-60 anos;
  • Doenças pulmonares prévias, como fibrose pulmonar e DPOC, que podem aumentar o risco de transformação maligna.

O risco aumenta quanto maior for o tempo de exposição e o número de cigarros que se consome por dia. Ademais, pessoas que pararam de fumar também mantêm um risco alto por vários anos, embora ele diminua progressivamente com o tempo de abstinência.

Quais são os principais tipos de câncer de pulmão?

Os especialistas classificam o câncer de pulmão em dois grandes grupos: câncer de pulmão de células não pequenas e câncer de pulmão de pequenas células. Essa divisão é importante porque orienta a escolha do tratamento e ajuda a estimar o comportamento da doença.

  1. Câncer de pulmão de células não pequenas (CPCNP): é o tipo mais comum, englobando adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas e carcinoma de grandes células. Em geral, apresenta crescimento um pouco mais lento que o de pequenas células e, em alguns casos, pode ser tratado com cirurgia quando detectado precocemente.
  2. Câncer de pulmão de pequenas células (CPPC): é menos frequente, porém mais agressivo, com crescimento rápido e alta probabilidade de metástases precoces. Costuma estar muito relacionado ao tabagismo intenso e, na maioria das vezes, é tratado com quimioterapia e radioterapia.

Dentro do grupo de células não pequenas, o adenocarcinoma é hoje um dos tipos mais identificados, Inclusive, em pessoas que nunca fumaram. Nesses casos, fatores genéticos e ambientais parecem ter papel relevante, e a investigação de mutações específicas ajuda a definir terapias-alvo mais precisas.

Tratamentos disponíveis para câncer de pulmão

O tratamento do câncer de pulmão depende do tipo histológico, do estágio da doença, da condição clínica geral da pessoa e da presença de alterações genéticas específicas no tumor. De forma geral, as principais modalidades terapêuticas incluem:

  • Cirurgia: indicada quando o tumor está localizado e há condições clínicas para a remoção parcial ou total de um pulmão. É mais utilizada em estágios iniciais do câncer de pulmão de células não pequenas.
  • Radioterapia: usa radiação para destruir as células tumorais ou impedir seu crescimento. Pode ser usada isoladamente, combinada com quimioterapia ou como tratamento paliativo para controle de sintomas.
  • Quimioterapia: utiliza medicamentos que circulam pelo organismo e atacam células cancerígenas. É frequentemente empregada em estágios avançados e no câncer de pequenas células.
  • Terapias-alvo: atuam em alterações moleculares específicas do tumor, como mutações em EGFR, ALK, ROS1, entre outras. Essa abordagem permite tratamentos mais direcionados, com potencial de maior eficácia em determinados perfis genéticos.
  • Imunoterapia: estimula o sistema imunológico a reconhecer e combater as células tumorais. Tem ganhado espaço no tratamento do câncer de pulmão avançado desde meados da década de 2010 e segue em expansão até 2026.

Em muitos casos, combinações dessas estratégias são utilizadas ao longo do acompanhamento. O objetivo pode ser curativo, quando há possibilidade de erradicar o tumor, ou paliativo, buscando prolongar a vida e aliviar sintomas, mesmo quando a cura não é possível.

A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, incluindo o cigarro comum, o cigarro de palha, o charuto, o cachimbo e o uso de dispositivos eletrônicos com nicotina – depositphotos.com / SolidPhotos
A principal causa do câncer de pulmão é o tabagismo, incluindo o cigarro comum, o cigarro de palha, o charuto, o cachimbo e o uso de dispositivos eletrônicos com nicotina – depositphotos.com / SolidPhotos
Foto: Giro 10

Taxa de letalidade do câncer de pulmão e perspectivas

A taxa de letalidade do câncer de pulmão é alta em comparação com outros tipos de câncer, em parte porque grande parte dos diagnósticos é feita em estágios III e IV. Estimativas globais apontam que uma proporção significativa dos óbitos por câncer relaciona-se a tumores pulmonares. Mesmo com avanços terapêuticos, a sobrevida média em cinco anos ainda é limitada em muitos países. Em especial, quando o acesso a diagnóstico precoce e tratamentos modernos é desigual.

Por outro lado, há sinais de melhora progressiva. Em locais onde programas de rastreamento com tomografia de baixa dose foram implementados em grupos de alto risco, como fumantes e ex-fumantes pesados, observa-se aumento na detecção de tumores em fases iniciais. Aliado a isso, o desenvolvimento de terapias-alvo e imunoterápicos tem ampliado o tempo de sobrevida em pacientes com doença avançada. A redução do tabagismo, campanhas de prevenção e ampliação do acesso a exames de imagem seguem como caminhos centrais para diminuir a letalidade do câncer de pulmão nos próximos anos.

Giro 10
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