Entenda a retinopatia da prematuridade, que pode levar à cegueira, como aconteceu com Stevie Wonder
A retinopatia da prematuridade vem ganhando espaço nas pautas de saúde por associar-se a casos de deficiência visual grave em todo o mundo. Entenda o quadro que afetou Stevie Wonder.
A retinopatia da prematuridade vem ganhando espaço nas pautas de saúde por associar-se a casos de deficiência visual grave em todo o mundo. Afinal, trata-se de uma alteração nos vasos sanguíneos da retina que atinge bebês nascidos antes do tempo. O quadro pode resultar em baixa visão ou cegueira. Ao longo das últimas décadas, algumas figuras públicas tornaram o tema mais visível. Entre elas, o cantor e compositor americano Stevie Wonder, que costuma aparecer em debates sobre prematuridade e perda visual.
O nome de Stevie Wonder aparece com frequência quando se fala em retinopatia da prematuridade. Nascido em 1950, ele veio ao mundo de forma prematura e, segundo diversos relatos biográficos, apresentou complicações típicas desse contexto. Entre elas, a alteração na retina associada ao uso de oxigênio suplementar. Embora nem todos os detalhes médicos sejam descritos em documentos oficiais, sua história ilustra como um quadro ocular na infância pode acompanhar o indivíduo ao longo de toda a vida.
Retinopatia da prematuridade: o que é e por que preocupa?
A retinopatia da prematuridade é uma doença que afeta o desenvolvimento dos vasos da retina em recém-nascidos prematuros. Em especial, aqueles com muito baixo peso ao nascer. Em vez de crescer de maneira organizada, os vasos podem se desenvolver de forma irregular, provocar hemorragias e descolamento de retina. Assim, sem diagnóstico e tratamento no momento oportuno, a consequência pode ser a cegueira permanente. Ademais, a condição ganhou mais atenção a partir da segunda metade do século XX, justamente quando histórias de artistas cegos desde a infância começaram a chamar a despertar o público.
No caso de Stevie Wonder, biógrafos relatam que ele nasceu com pouco mais de seis meses de gestação. Na época, o uso de oxigênio em incubadoras ainda não seguia protocolos tão rigorosos como os atuais. Isso favorecia o aparecimento da retinopatia da prematuridade. Assim, a perda total da visão na infância marcou sua trajetória, tanto pessoal quanto profissional. Seu percurso ilustra que a cegueira por doença ocular na infância não impede o desenvolvimento de habilidades, mas também para reforçar que as ferramentas atuais de prevenção poderiam reduzir casos semelhantes.
Quais famosos ajudam a trazer visibilidade à retinopatia da prematuridade?
Entre os nomes mais citados em reportagens e publicações sobre o tema está justamente Stevie Wonder, que se tornou uma referência mundial na discussão sobre deficiência visual e inclusão. Embora sua carreira foque principalmente na música, sua trajetória é usada por organizações de saúde e entidades de direitos das pessoas com deficiência para mostrar como uma doença ligada ao nascimento prematuro pode ter impacto definitivo na visão. Em entrevistas e perfis biográficos, sua cegueira é constantemente associada à prematuridade, o que incentiva a busca por informações sobre a doença.
Além de Stevie Wonder, outros artistas e personalidades com cegueira desde a infância aparecem em discussões públicas sobre saúde ocular, ainda que nem todos tenham a retinopatia da prematuridade como causa confirmada. Em muitos casos, a origem exata da deficiência visual não é detalhada em registros oficiais, o que dificulta a associação direta com a doença. Por isso, especialistas chamam atenção para a importância de diferenciar a retinopatia de outras condições que também podem levar à cegueira infantil, como catarata congênita, glaucoma infantil, infecções, traumas ou doenças genéticas.
A história de Stevie Wonder ajuda na prevenção da retinopatia da prematuridade?
A experiência de Stevie Wonder permite discutir prevenção e acompanhamento de bebês prematuros. Assim, profissionais de saúde e entidades de apoio à família de prematuros destacam alguns pontos essenciais relacionados à doença:
- Triagem precoce: exames oftalmológicos específicos em bebês de risco, geralmente ainda na UTI neonatal ou nas primeiras semanas após a alta.
- Controle de oxigênio: monitorização rigorosa da oferta de oxigênio, seguindo protocolos que reduzam a chance de alterações na retina.
- Acompanhamento contínuo: retorno ao oftalmologista pediátrico ao longo dos primeiros anos de vida, mesmo quando o quadro inicial parece estável.
- Tratamento oportuno: uso de laser, medicamentos intraoculares ou cirurgia, dependendo do estágio da retinopatia.
- Informação às famílias: orientação clara sobre sinais de alerta e necessidade de seguimento mesmo após a alta hospitalar.
Ao levar ao grande público a realidade de alguém que perdeu a visão ainda bebê, histórias como a de Stevie Wonder ajudam a reforçar a ideia de que a retinopatia da prematuridade é uma condição séria, porém passível de intervenção quando identificada no momento adequado. Atualmente, campanhas de conscientização em diversos países utilizam casos conhecidos para enfatizar que avanços tecnológicos, protocolos de UTI neonatal e programas de triagem oftalmológica podem reduzir significativamente o risco de cegueira em prematuros. Dessa forma, o relato de figuras famosas acaba contribuindo, de maneira indireta, para ampliar o debate sobre prevenção, diagnóstico precoce e cuidado contínuo com a saúde ocular na primeira infância.