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Enfermeira britânica com ebola está "em estado crítico"

14 out 2015 - 10h14
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A enfermeira britânica contagiada com o vírus do ebola, que foi isolada na sexta-feira em um hospital de Londres após ter recebido alta em janeiro, está em estado "crítico", informou nesta quarta-feira o Royal Free Hospital da capital.

"Nos entristece informar que o estado de Pauline Cafferkey se deteriorou e está agora criticamente doente", indicou o centro de saúde em comunicado.

Cafferkey, escocesa de 39 anos, foi transferida na madrugada da sexta-feira em um avião militar desde Glasgow ao ter sofrido uma "incomum complicação", segundo fontes médicas, relacionada com a doença.

"Ela está sendo tratada na unidade de máximo isolamento do Royal Free Hospital", acrescenta a nota divulgada hoje, que não fornece mais detalhes.

No fim de semana passado, a irmã enfermeira, Toni Cafferkey, denunciou à imprensa que esta tinha ido ao médico em Glasgow com sintomas dias antes de sua internação, mas que o doutor tinha enviado a mesma para casa pensando que era um vírus convencional.

Ao ser internada na sexta-feira, as autoridades da área de saúde confirmaram que o vírus, que contraiu quando colaborava na África, estava presente em seu organismo, apesar de sublinharem que o risco de contágio era baixo.

Posteriormente, foi informado que cerca de 58 pessoas com as quais Cafferkey esteve em contato recentemente foram identificadas e vacinas foram oferecidas para as mesmas, sem que, por enquanto, nenhuma tenha apresentado sintomas do vírus.

Das 58 pessoas, que incluem parentes, colegas e outros cidadãos, 25 aceitaram a imunização, e cerca de 15 a rejeitaram ou não puderam recebê-la por possuir outros transtornos médicos.

A enfermeira contraiu o ebola quando trabalhava como agente de saúde em Serra Leoa com a organização humanitária "Save the Children" para tentar conter o surto da doença que afetou a África Ocidental.

Após ser diagnosticada em dezembro de 2014, Cafferkey passou três semanas na unidade de isolamento do Royal Free Hospital e chegou a estar em estado crítico antes de receber um tratamento experimental com plasma sanguíneo de outro doente britânico, o também agente de saúde Will Pooley.

Os protocolos em vigor no Reino Unido indicam que qualquer pessoa diagnosticada com ebola deve ser transferida o mais rápido possível à unidade de isolamento preparada nesse centro da capital britânica.

Segundo as autoridades médicas, o ebola só pode ser transmitido por contato direto com o sangue ou fluidos corporais da pessoa infectada durante a etapa sintomática da doença.

Na semana anterior a sua última internação, Cafferkey esteve em Londres para receber um prêmio em reconhecimento aos riscos que correu para ajudar na África durante a epidemia de ebola.

Em uma entrevista à "BBC", a enfermeira explicou que durante o período de recuperação da doença tinha experimentado problemas de tireóide e perdeu o cabelo.

EFE   
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