Ela achou que era só um hematoma. Aos 18, perdeu a perna para uma doença que afeta jovens
Osteossarcoma pode começar com sinais comuns. Aos 18 anos, ela descobriu um tumor no joelho e enfrentou uma decisão que mudou sua vida.
Um caroço depois de uma pancada costuma parecer algo simples. Muitas vezes, é mesmo. A região fica dolorida, pode inchar e, depois de algum tempo, volta ao normal.
Mas e quando o caroço não desaparece e a dor começa a piorar?
Foi algo parecido que aconteceu com Ada, uma jovem australiana de 18 anos. No início, ela acreditou que o caroço no joelho fosse apenas um hematoma.
A dor, porém, começou a atrapalhar sua rotina. Ada passou a mancar para chegar às aulas e, em determinado momento, já não conseguia caminhar sem sentir muita dor.
Foi então que procurou um hospital.
Os exames mostraram um tumor no joelho. Depois de novas avaliações, veio o diagnóstico: osteossarcoma, um tipo raro e agressivo de câncer que se forma nos ossos.
O relato de Ada foi publicado pela Peter MacCallum Cancer Foundation, na Austrália, onde ela recebeu tratamento.
Uma doença que afeta principalmente os mais jovens
O osteossarcoma é mais frequente em crianças, adolescentes e adultos jovens. Pode atingir principalmente os ossos longos, inclusive regiões próximas ao joelho.
No caso de Ada, o tratamento começou pouco depois do diagnóstico.
O tratamento mudou sua rotina
Depois do diagnóstico, Ada começou a quimioterapia.
Vieram náuseas, cansaço, queda dos cabelos e novas internações por causa de infecções.
"Eu acordava e havia cabelo no meu travesseiro. No banho, via cabelo no ralo. Era triste ver", contou.
Mas o maior desafio ainda estava por vir.
Cerca de metade do tratamento havia passado quando Ada perdeu quase completamente os movimentos da perna direita.
"O tumor era tão agressivo… minha perna direita era uma perna morta. Eu não conseguia levantá-la nem dobrar o joelho. Só conseguia mexer os dedos dos pés", relatou.
A decisão de amputar
Durante a madrugada, enquanto tentava mudar de posição na cama, Ada ouviu um estalo no joelho.
Um raio X feito por volta das 2 horas da manhã revelou uma fratura. Segundo ela, o tumor havia crescido tanto que era difícil até enxergar o problema na imagem.
Os médicos passaram a considerar a amputação acima do joelho como a melhor opção para o futuro da jovem.
A mãe ficou devastada com a possibilidade de a filha perder a perna.
Ada também tinha medo, mas sabia que a decisão estava ligada ao controle da doença.
A cirurgia foi realizada.
Depois, ela precisou aprender a caminhar novamente
Ada conta que ficou muito nervosa antes da operação. Quando acordou, porém, sentiu alívio.
Depois começou outra fase. Ela precisou se adaptar à prótese e reaprender a caminhar. A recuperação levou meses e exigiu esforço para recuperar o equilíbrio e a confiança.
Hoje, Ada usa uma prótese com desenhos azuis e se orgulha dela.
O caso também ajuda a entender quais sinais podem aparecer no osteossarcoma.
A doença é rara e mais comum em crianças, adolescentes e adultos jovens. Os ossos próximos ao joelho estão entre os locais mais atingidos.
Alguns sinais podem chamar atenção, como:
- dor no osso que não melhora ou vai ficando mais forte;
- inchaço ou aparecimento de um caroço;
- dificuldade para movimentar a região;
- dor durante o repouso ou à noite;
- fratura após uma pancada ou trauma pequeno.
Ter um desses sintomas, porém, não significa que a pessoa tenha câncer. Dor e inchaço podem acontecer por muitos outros motivos, como lesões e problemas comuns do dia a dia.
O que merece atenção é quando o sintoma não melhora, piora com o tempo ou começa a atrapalhar atividades como caminhar e movimentar a região.
Nesses casos, vale procurar avaliação médica para descobrir a causa.
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