Duas crianças morrem com suspeita de dengue grave na Paraíba
Duas crianças de 7 anos com suspeita de dengue grave morreram em um intervalo de poucos dias no Sertão da Paraíba. As mortes são investigadas pelas autoridades de saúde.
Duas mortes de crianças de 7 anos, ocorridas em um intervalo de poucos dias no município de São Bento, no Sertão da Paraíba, estão sendo investigadas pelas autoridades de saúde por suspeita de dengue grave.
A confirmação da causa das mortes dependerá da conclusão do protocolo de investigação adotado pela Secretaria de Estado da Saúde (SES), conforme orientações do Ministério da Saúde.
A primeira vítima foi uma menina, que morreu em 24 de junho. Quatro dias depois, no domingo (28), um menino da mesma idade também faleceu. Ambos os casos passaram a integrar a lista de óbitos suspeitos relacionados à doença no estado.
Segundo a chefe do Núcleo de Doenças e Agravos Transmissíveis da SES, Fernanda Vieira, a apuração envolve diferentes etapas antes da definição do diagnóstico. O procedimento inclui entrevista com familiares, levantamento do histórico de atendimento nas unidades de saúde, análise dos prontuários médicos e avaliação dos exames laboratoriais disponíveis.
Após a coleta dessas informações, os dados são discutidos por uma equipe técnica, com participação de uma infectologista, responsável por auxiliar na conclusão da investigação e no encerramento oficial do caso.
Enquanto a análise segue em andamento, os números da Secretaria de Estado da Saúde apontam que São Bento contabilizou 279 notificações prováveis de dengue entre janeiro e junho deste ano, das quais 161 já foram confirmadas.
Em todo o território paraibano, sete mortes ainda aguardam conclusão da investigação por suspeita de dengue. O estado também acumula cerca de 3,9 mil casos prováveis da doença, que representam mais de 96% de todas as notificações registradas no período.
A SES informou que divulgará o resultado das investigações após a conclusão de todas as etapas previstas pelo protocolo nacional.
Vacina suspensa em PE
Autoridades de Pernambuco suspenderam temporariamente a vacinação de profissionais de saúde contra a dengue após recomendação do Ministério da Saúde. A medida foi adotada de forma preventiva para permitir a investigação de possíveis reações adversas relacionadas à vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan.
Segundo informações divulgadas pelas autoridades de saúde, a suspensão está relacionada à apuração de 42 casos de reações severas que podem ter ligação com o imunizante. A decisão afeta apenas a estratégia voltada para profissionais de saúde com idade entre 15 e 59 anos.
A vacinação de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos não foi interrompida. Esse público continua recebendo normalmente a vacina Qdenga, produzida pela farmacêutica japonesa Takeda e utilizada na campanha nacional de imunização contra a dengue.
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