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Como engravidar depois dos 40: 4 técnicas que ajudam

A maternidade após os 40 é possível com informação, acompanhamento médico e técnicas adequadas

18 jan 2026 - 12h28
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Engravidar depois dos 40 é um desejo cada vez mais comum entre mulheres que priorizaram carreira, estabilidade financeira ou simplesmente não encontraram o momento certo antes.

Maternidade após os 40, veja como engravidar.
Maternidade após os 40, veja como engravidar.
Foto: Shutterstock / Alto Astral

Embora a fertilidade feminina diminua com a idade, os avanços da medicina reprodutiva tornaram esse sonho mais possível do que nunca. Com acompanhamento especializado e escolhas conscientes, muitas mulheres conseguem alcançar a maternidade nessa fase da vida.

Segundo a especialista em reprodução humana Maria do Carmo Borges de Souza, a gravidez tardia já é uma realidade crescente.

"A maternidade depois dos 40, por meio da reprodução assistida, é uma opção para muitas mulheres que desejam engravidar", afirma a diretora médica da Clínica FERTIPRAXIS Centro de Reprodução Humana.

Por que engravidar depois dos 40 exige mais atenção

A principal dificuldade está na queda natural da qualidade e da quantidade dos óvulos ao longo dos anos.

Após os 40, as chances de gravidez espontânea diminuem, assim como aumentam os riscos de alterações genéticas e abortos.

Por isso, engravidar depois dos 40 exige planejamento, exames detalhados e acompanhamento médico individualizado.

A boa notícia é que existem técnicas eficazes que ajudam a contornar essas limitações.

1. Congelamento de óvulos

O congelamento de óvulos é uma das estratégias mais conhecidas quando se fala em fertilidade feminina.

O procedimento envolve a estimulação dos ovários por cerca de 10 a 12 dias, com o uso de medicações aplicadas de forma subcutânea.

Durante esse período, a paciente realiza entre quatro e seis ultrassonografias para acompanhamento do crescimento dos folículos. Quando atingem o tamanho ideal, os óvulos são coletados e avaliados em laboratório.

"Os óvulos maduros são congelados por meio da vitrificação, um método seguro que preserva sua capacidade reprodutiva", explica o especialista em reprodução humana Roberto Antunes.

Segundo ele, os óvulos não envelhecem durante o tempo em que permanecem congelados.

Idade faz diferença

De acordo com o médico, o ideal é que o congelamento seja feito antes dos 35 anos. "Quanto maior a idade, menor a qualidade dos óvulos e mais difícil é obter uma quantidade que resulte em boas chances de gravidez futura", esclarece.

Ainda assim, mulheres acima dos 40 podem recorrer à técnica, desde que orientadas por um especialista.

2. Relação sexual programada

A relação sexual programada, também conhecida como coito programado, consiste em planejar as relações durante o período fértil da mulher.

É uma técnica simples, mas que exige acompanhamento médico para aumentar as chances de sucesso.

Antes de iniciar, são solicitados exames para avaliar a saúde reprodutiva do casal. Nos homens, o espermograma é essencial.

Nas mulheres, exames como ultrassonografia pélvica, histerossalpingografia e painel hormonal ajudam a identificar possíveis dificuldades.

Quando é indicada

Essa técnica pode ser indicada inclusive para mulheres com dificuldades de ovulação, como aquelas com síndrome dos ovários policísticos.

Nesses casos, pode ser necessário o uso de medicamentos para indução da ovulação.

Apesar de ser menos invasiva, a relação sexual programada costuma ter taxas de sucesso menores após os 40, o que leva muitos casais a avançarem para métodos mais complexos.

3. Inseminação artificial

A inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida indicada quando há alterações leves ou moderadas no espermograma ou quando a relação sexual programada não apresenta resultados.

O procedimento é realizado durante o período fértil e consiste na introdução do sêmen preparado em laboratório diretamente no útero da mulher. Isso facilita o encontro entre espermatozoide e óvulo.

As chances de sucesso dependem de fatores como a qualidade das trompas, a quantidade de espermatozoides e, principalmente, a idade da mulher. Após os 40, as taxas são menores, mas ainda representam uma alternativa viável em alguns casos.

4. Fertilização in vitro (FIV)

A fertilização in vitro é a técnica mais complexa e também a que oferece maiores chances de gravidez depois dos 40. Nesse método, a fecundação ocorre em laboratório, fora do corpo da mulher.

O tratamento envolve estímulo hormonal para produção de múltiplos óvulos, acompanhamento por ultrassonografias e a coleta dos óvulos sob sedação. No mesmo dia, o sêmen é coletado ou já está disponível no laboratório.

ICSI e melhores resultados

A fertilização pode acontecer de forma clássica ou por meio da técnica de injeção intracitoplasmática de espermatozoides (ICSI), na qual um único espermatozoide é injetado diretamente no óvulo.

"Atualmente, a ICSI é amplamente utilizada por oferecer melhores taxas de fertilização", explica Roberto Antunes. O tratamento deve ser sempre individualizado, considerando o histórico e a saúde da mulher.

Informação e apoio fazem toda a diferença

Engravidar depois dos 40 é um desafio, mas está longe de ser impossível. O avanço das técnicas de reprodução assistida ampliou as possibilidades e trouxe esperança para milhares de mulheres.

Mais do que escolher um método, é fundamental buscar orientação especializada, cuidar da saúde física e emocional e compreender que cada caso é único. Com informação, planejamento e apoio médico, a maternidade depois dos 40 pode, sim, se tornar realidade.

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