‘Cicada’: nova subvariante da Covid-19 já circula em 23 países; entenda o risco
Nova linhagem do vírus se destaca pela número elevado de mutações
Cientistas da Rede Global de Vírus (GVN), que reúne eminentes virologistas de mais de 90 centros em mais de 40 países, monitoram a circulação de uma nova subvariante da Covid-19. Trata-se da BA.3.2 do SARS-CoV-2, apelidada de “Cicada".
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Embora o Brasil ainda não tenha registrado a nova linhagem, ela já foi identificada em 23 países e se destaque pelo número elevado de mutações. Em relação às variantes predominantes do SARS-CoV-2, vírus causador da Covid-19, a BA.3.2 apresenta entre 70 e 75 mutações.
Mesmo diante do elevado numero de mutações, especialistas da GVN afirmam que a nova linhagem não está associada a aumento de casos graves ou de hospitalizações, mantendo o padrão observado nas subvariantes mais recentes da Ômicron.
“É importante ressaltar que atualmente não há evidências de que a BA.3.2 esteja associada ao aumento da gravidade da doença ou esteja impulsionando o crescimento sustentado na transmissão em nível populacional”, alertaram os cientistas em nota publicada no último fim de semana.
Análises iniciais, incluindo avaliações técnicas de autoridades internacionais de saúde pública e estudos laboratoriais emergentes, indicam que a BA.3.2 exibe características de escape de anticorpos, provavelmente impulsionadas por mutações na proteína de pico viral, o principal alvo de respostas imunes.
“Embora a fuga imunológica possa aumentar a probabilidade de infecção ou reinfecção, isso não implica redução da proteção contra doenças graves”, acrescentam os cientistas da GVN.
Identificação
A ‘Cicada’ foi detectada pela primeira vez na África do Sul ainda em novembro de 2024 em uma amostra de um swab nasal de um menino de 5 anos. Em março de 2025, foi registrada em Moçambique, seguido pela Holanda e Alemanha.
Os registros da variante se tornaram pouco frequentes ao longo do ano passado. No entanto, desde setembro, as identificações começaram a crescer novamente.
Entre novembro de 2025 e janeiro de 2026, as detecções semanais da ‘Cicada’ aumentaram e atingiram aproximadamente 30% das sequências relatadas em três países europeus: Dinamarca, Alemanha e Holanda.
Até o último dia 11 de fevereiro, a cepa já chegou a 23 países, incluindo Austrália, Reino Unido, China e Estados Unidos, segundo uma análise dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
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