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Bolsonaro: Vacina exige comprovação, hidroxicloroquina não

Bolsonaro afirmou que está 'perfeitamente afinado com o Ministério da Saúde trabalhando na busca de uma vacina confiável"

21 out 2020
13h15
atualizado às 13h23
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O presidente Jair Bolsonaro afirmou que mandou "cancelar" o protocolo de intenções assinado nesta terça-feira, 20, pelo Ministério da Saúde para a aquisição de 46 milhões de vacinas da farmacêutica chinesa Sinovac. Bolsonaro destacou que está "perfeitamente afinado com o Ministério da Saúde trabalhando na busca de uma vacina confiável".

Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto
19/10/2020 REUTERS/Adriano Machado
Presidente Jair Bolsonaro durante cerimônia no Palácio do Planalto 19/10/2020 REUTERS/Adriano Machado
Foto: Reuters

Segundo o presidente, qualquer afirmação fora deste sentido seria "especulação" e "jogo político". O presidente parou para dar entrevista nesta quarta-feira, 21, durante visita ao Centro Tecnológico da Marinha (CTMSP), em Iperó (SP).

"Nada será despendido agora para compraremos uma vacina chinesa, que desconheço, mas parece que nenhum país do mundo está interessado nela. Pode ser que tenha algum País aí. Agora, as vacinas tem que ter comprovação científica, diferente da hidroxicloroquina", declarou.

Bolsonaro afirmou ainda que "números têm apontado que a pandemia está indo embora" do Brasil. "Toda e qualquer vacina está descartada. Ela tem que ter validade do Ministério da Saúde e certificação por parte da Anvisa", acrescentou.

Mais cedo, o Ministério da Saúde se manifestou em nota e em coletiva do secretário-executivo Elcio Franco reforçando que não "há intenção de compra de vacinas chinesas". Segundo a pasta, a fala do ministro Eduardo Pazuello foi mal interpretada. Em crítica, Bolsonaro reforçou esse discurso dizendo que o governador João Doria (PSDB) distorceu a fala de Pazuello.

Na terça-feira, o Ministério da Saúde assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da Coronavac. O acordo foi fechado durante reunião do ministro de Pazuello com governadores. "A vacina do Butantã será a vacina do Brasil", disse Pazuello, ao anunciar o acordo. Na reunião desta terça, a expectativa era de que a aquisição ocorresse até o fim do ano, após o imunizante obter registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que a vacinação começasse já em janeiro. O ministério informou que investirá R$ 1,9 bilhão na compra. O recurso extra será liberado por medida provisória.

Pazuello anunciou o acordo e ressaltou que a "vacina do Butantã será a vacina brasileira" ao lembrar que o imunizante, mesmo tendo sido desenvolvido na China, será produzido integralmente na fábrica do Butantã, em São Paulo.

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Estadão
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