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Alzheimer silencioso: doença pode dar sinais 20 anos antes dos sintomas

Alterações biológicas podem surgir décadas antes do esquecimento; entenda por que o diagnóstico ainda é demorado

6 mai 2026 - 15h54
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O Alzheimer é a maior causa de demência no mundo. No Brasil, mais de 1 milhão de pessoas vivem com a condição.

Entenda como identificar os sinais do Alzheimer
Entenda como identificar os sinais do Alzheimer
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

Estudos mostram que a doença dá sinais biológicos muito cedo. Essas alterações surgem até 20 anos antes dos sintomas clínicos aparecerem.

Nesta fase, chamada de pré-clínica, o cérebro já sofre mudanças. Porém, o paciente ainda não apresenta falhas de memória evidentes.

Apesar disso, o diagnóstico no país costuma ser tardio. Muitas vezes, a descoberta só ocorre quando a autonomia já está comprometida.

Por que o diagnóstico do Alzheimer ainda é demorado?

O atraso ocorre porque muitos sinais são vistos como "normais". As famílias tendem a banalizar pequenos esquecimentos do envelhecimento.

O neurologista Diogo Haddad alerta que o esquecimento recorrente não é normal. Ter dificuldade para organizar tarefas habituais também merece investigação.

"A identificação precoce depende de uma avaliação estruturada", afirma o médico. O uso de biomarcadores ajuda a detectar a doença nessa janela estratégica.

As três fases da evolução da doença

Entender como o Alzheimer progride ajuda a identificar o problema cedo. A evolução costuma ocorrer em três estágios principais:

  • Fase pré-clínica: alterações silenciosas no cérebro e sem sintomas.

  • Fase leve: falhas de memória recente e mudanças de comportamento.

  • Fase moderada a avançada: perda de autonomia e dependência total.

Papel da genética e dos novos exames

A ciência avançou muito no diagnóstico de casos precoces. Isso é fundamental para quem apresenta sintomas antes dos 60 anos.

O médico geneticista de Doenças Raras da Dasa Genômica, Roberto Giugliani, explica que alguns casos possuem origem genética. Para esse grupo, a investigação do DNA é essencial.

Atualmente, o Brasil já conta com o Painel NGS para Alzheimer. O exame analisa genes ligados às formas hereditárias da doença.

O teste utiliza uma coleta simples de sangue ou saliva. Ele identifica mutações associadas à predisposição genética de forma precisa.

Sinais de alerta para famílias e profissionais

O Alzheimer não é uma consequência natural do envelhecimento. É uma doença que exige cuidado, planejamento e tratamento adequado.

Identificar os sinais iniciais permite intervenções mais oportunas. Além disso, ajuda a família a se preparar para o futuro.

Fique atento a mudanças de humor sem explicação clara. Dificuldade em reconhecer compromissos recentes também é um alerta importante.

A busca por um especialista deve acontecer aos primeiros sinais. O diagnóstico precoce é uma prioridade estratégica de saúde pública.

Saúde em Dia
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