10 motivos pelos quais seu corpo responde diferente do treino dos outros
Descubra por que os resultados do treino variam entre as pessoas. Entenda o papel da genética, metabolismo e hormônios na sua evolução física
Já se perguntou por que sua amiga define os braços em um mês enquanto você leva três para notar a mesma mudança? A resposta está na individualidade biológica.
Este princípio da educação física afirma que cada organismo é um universo único, processando estímulos de forma particular.
Muitas vezes, comparamos o nosso "palco" com os "bastidores" dos outros, esquecendo que fatores invisíveis moldam a nossa evolução. Confira abaixo os 10 motivos principais para essa variação:
1. Genética e tipos de fibras musculares
Nascemos com uma proporção específica de fibras musculares de contração lenta (resistência) e contração rápida (força e explosão). Quem possui mais fibras rápidas tende a ganhar volume muscular (hipertrofia) com mais facilidade, enquanto outros se destacam em esportes de longa duração.
2. Tipo físico
Seu biotipo influencia diretamente a resposta ao treino.
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Ectomorfos: Têm dificuldade em ganhar peso e massa.
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Mesomorfos: Respondem rapidamente ao treino de força.
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Endomorfos: Têm facilidade em ganhar massa, mas também em acumular gordura.
3. Perfil hormonal
Hormônios como testosterona, GH (hormônio do crescimento) e cortisol ditam o ritmo da recuperação e do ganho de massa. Variações naturais nesses níveis explicam por que homens e mulheres, ou pessoas da mesma idade, têm velocidades de evolução distintas.
4. Idade e taxa metabólica
Com o passar dos anos, o metabolismo tende a desacelerar e a produção hormonal diminui. Um jovem de 20 anos tem uma síntese proteica muito mais acelerada do que alguém de 50, o que altera o tempo de recuperação entre as sessões de treino.
5. Qualidade do sono
É durante o sono profundo que o corpo reconstrói as fibras musculares lesionadas no treino. Se você treina pesado, mas dorme mal, seu corpo não terá o ambiente hormonal necessário para evoluir, ao contrário de quem prioriza o descanso.
6. Nível de estresse
O estresse crônico eleva o cortisol, um hormônio catabólico que dificulta a queima de gordura abdominal e a construção de músculos. Duas pessoas fazendo o mesmo treino terão resultados diferentes se uma delas viver sob alta pressão emocional.
7. Histórico esportivo
A chamada "memória muscular" é real. Alguém que foi atleta na infância ou adolescência possui mais núcleos nas células musculares, o que facilita o retorno ou o ganho de massa, mesmo após anos de sedentarismo.
8. Eficiência da digestão e absorção
Não é apenas sobre o que você come, mas sobre o que você absorve. O microbioma intestinal varia muito entre indivíduos. Se o seu intestino não absorve bem os nutrientes, o músculo não recebe a "matéria-prima" necessária para crescer, independente do treino.
9. Biomecânica e alavancas
O comprimento dos seus ossos e a inserção dos seus tendões mudam a mecânica dos exercícios. Uma pessoa com braços longos pode ter mais dificuldade em alguns exercícios de força do que alguém com membros mais curtos, mudando a percepção de esforço e o resultado.
10. Consistência e intensidade real
Por fim, o que acontece fora da vista do treinador conta. A "intensidade percebida" varia: o que é pesado para você pode ser leve para o outro. Além disso, a consistência de quem nunca falta faz com que a sinalização para o corpo evoluir seja constante.
O foco deve ser a sua evolução pessoal
Comparar-se com os outros é o caminho mais rápido para a frustração. O segredo para um corpo saudável e funcional é entender as suas limitações e potencializar os seus pontos fortes. Quando você respeita o seu ritmo, os resultados tornam-se sustentáveis.
Lembre-se: o melhor treino é aquele que você consegue manter com segurança e prazer. O progresso é individual e a única comparação válida é com quem você era ontem.
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