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Janeiro Branco: qual a relação da saúde mental e o seu coração?

Estresse, ansiedade e depressão afetam o corpo e aumentam o risco de doenças cardíacas

14 jan 2026 - 17h25
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O Janeiro Branco chama atenção para a saúde mental logo no início do ano, período marcado por expectativas, metas e cobranças. O que nem sempre é lembrado é que cuidar da mente também é uma forma direta de proteger o coração.

Cuidar da saúde mental é também uma forma de proteger o coração e prevenir problemas cardiovasculares
Cuidar da saúde mental é também uma forma de proteger o coração e prevenir problemas cardiovasculares
Foto: Shutterstock / Saúde em Dia

A ciência mostra que emoções como estresse crônico, ansiedade e depressão geram impactos físicos reais. Esses estados aumentam o risco de doenças cardiovasculares e não devem ser ignorados.

Segundo a cardiologista Rafaela Penalva, emoções intensas mantêm o corpo em estado constante de alerta.

"Isso eleva a pressão arterial e a frequência cardíaca. Com o tempo, o músculo do coração fica sobrecarregado", explica.

A conexão entre mente e coração

A relação acontece por meio do eixo cérebro-coração, regulado pelo sistema nervoso autônomo. Em situações de estresse prolongado, o organismo libera adrenalina e cortisol em excesso.

"A adrenalina, quando permanece elevada, pode causar arritmias. Já o cortisol alto aumenta a glicose no sangue e o acúmulo de gordura abdominal", afirma a médica. Ambos os fatores elevam o risco cardiovascular.

Inflamação silenciosa aumenta o risco

Ansiedade e depressão crônicas também favorecem processos inflamatórios no corpo. Esse quadro torna as placas de gordura nas artérias mais instáveis.

"Quando essas placas se rompem, o risco de infarto cresce", alerta a especialista. O estresse contínuo ainda pode interferir no ritmo cardíaco, levando a palpitações e arritmias mais graves.

Ansiedade ou problema cardíaco?

Saber diferenciar os sinais é essencial. O infarto costuma causar dor em aperto no peito, que pode irradiar para o braço ou mandíbula, além de suor frio e náuseas.

Já a crise de ansiedade provoca sensação de sufocamento, formigamento nas extremidades, taquicardia e medo intenso. Em caso de dúvida, a orientação é buscar atendimento médico imediato.

Cuidar da mente também protege o coração

O tratamento ideal é multidisciplinar. "Cardiologistas cuidam do coração, enquanto psicólogos e psiquiatras tratam o cérebro", explica a especialista. Estudos mostram que tratar a saúde mental após um infarto aumenta as chances de sobrevida.

Pequenas atitudes diárias fazem diferença:

  • Meditação e mindfulness, que ajudam a reduzir a pressão arterial;

  • Desconexão digital, principalmente à noite;

  • Gestão de limites, evitando sobrecarga constante e burnout.

"O coração sente o que a mente vive. Cuidar da saúde mental é uma forma essencial de prevenção cardiovascular", conclui a Dra. Rafaela Penalva.

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