'Salvou a vida dele': Caio Blat faz relato sobre tratamento de Ricardo Blat contra leucemia
Caio Blat contou que o primo recebeu a medula de uma jovem desconhecida e relembrou os ensaios realizados até durante internações
Aos 75 anos, o ator Ricardo Blat recupera-se de uma leucemia após um transplante de medula óssea doada por uma jovem anônima, gesto que salvou sua vida, segundo relatou seu primo Caio Blat. Durante o tratamento e as sessões de quimioterapia, os dois ensaiaram e estrearam o espetáculo "Subversão Kafka". Caio destacou a importância da doação de sangue e medula e expressou confiança no breve retorno de Ricardo aos palcos, enquanto a peça segue em cartaz no Rio de Janeiro.
Aos 75 anos, Ricardo Blat atravessa um período delicado de saúde após ser diagnosticado com leucemia. O ator passou por um transplante de medula óssea e segue em tratamento. Ao falar sobre a recuperação do primo, Caio Blat aproveitou para chamar atenção para um gesto capaz de transformar (e até salvar) a vida de quem enfrenta doenças como essa: a doação.
Durante participação no programa Sem Censura, apresentado por Cissa Guimarães, Caio contou que Ricardo recebeu a medula de uma jovem de pouco mais de 20 anos, moradora do interior de São Paulo. A identidade da doadora, no entanto, é desconhecida pelo ator.
"Ele pediu para te mandar um recado, Cissa. Agradece a todas as pessoas que doaram sangue, plaquetas e medula. Ele recebeu uma doação de medula de uma menina de 20 e poucos anos, do interior de São Paulo, que ele não sabe quem é. E ele pediu para dizer que essa menina salvou a vida dele. Ele manda um beijo para essa menina que salvou a vida dele e ele nem sabe o nome. É importante falarmos sobre a doação de sangue, de plaquetas e de medula. Isso pode salvar vidas", afirmou.
Ricardo Blat ensaiou peça durante tratamento
O diagnóstico de leucemia veio no ano passado e acabou despertando em Caio um desejo que ainda não havia conseguido realizar: dividir o palco com o primo. Admirador declarado do trabalho de Ricardo, ele decidiu que não queria mais adiar o projeto.
"Meu primo é um dos atores que mais amo, um gênio, um ator magnético, imprevisível, incrível. Ele descobriu que estava com um problema de saúde e eu nunca tinha feito uma peça com ele. Falei: 'Tem que ser agora!' Ele é meu primo, um privilégio. Não posso perder a possibilidade de trabalhar com ele de jeito nenhum."
Assim nasceu Subversão Kafka, espetáculo que estreou em março de 2026, em São Paulo. A montagem ganhou um significado ainda mais especial porque foi preparada enquanto Ricardo enfrentava o tratamento contra a doença.
Nem mesmo as internações impediram que os dois continuassem trabalhando. Dependendo das condições do ator, os encontros para preparar a peça aconteciam em casa ou até mesmo no hospital.
"Montamos Kafka, enquanto ele estava em tratamento de saúde, encarando uma químio, em tratamento para uma leucemia. Decidimos montar a peça, ensaiamos, ensaiamos, ensaiamos. Às vezes, os ensaios eram no hospital, com ele internado; às vezes, em casa. Ele teve alta e estreou brilhantemente comigo em São Paulo. Realizei esse sonho (de estar no palco com ele). É um circo de horrores dos Blat. Consegui realizar o sonho de trabalhar com este grande ator", contou. A adaptação do texto ficou a cargo do dramaturgo Rogério Blat, irmão de Ricardo e também primo de Caio.
Caio Blat espera retorno do primo aos palcos
Enquanto Ricardo se dedica à etapa final do tratamento, Subversão Kafka continua sua trajetória. Atualmente, a peça está em cartaz no Teatro I Love Prio, no Rio de Janeiro, com Caio Blat e Pedro Henrique Müller no elenco.
Caio, porém, espera que a ausência do primo seja temporária. Ao comentar a recuperação, demonstrou confiança de que Ricardo poderá voltar em breve ao lugar que marcou sua trajetória profissional: o palco. "Agora, estou em cartaz no Rio de Janeiro com o Pedro Henrique Müller, enquanto o Ricardo termina o tratamento dele. Daqui a pouco, ele está de volta nos palcos, sua casa", afirmou.
Além de revelar os bastidores desse período vivido pela família, o relato trouxe atenção para a importância das doações de sangue, plaquetas e medula. No caso de Ricardo, uma jovem que ele sequer conhece se tornou parte fundamental de sua história - e, nas palavras de Caio, foi responsável por salvar sua vida.
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