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Salto alto causa joanete? Entenda as causas, riscos e formas de tratamento

Especialistas esclarecem as principais dúvidas sobre a deformidade nos pés e explicam quando a cirurgia é indicada

14 set 2026 - 09h21
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Resumo
O joanete, que afeta majoritariamente mulheres, é uma deformidade progressiva no dedão do pé causada pela união de fatores genéticos ao uso de sapatos de salto alto e bico fino, que aceleram o desvio ósseo e geram dores crônicas. A prevenção exige calçados confortáveis com saltos de até quatro centímetros. Enquanto analgésicos e protetores apenas aliviam sintomas temporariamente, a correção definitiva é cirúrgica, indicada contra a dor, apresentando recuperação rápida e baixo índice de retorno.

Se você ama sapato alto e não abre mão dos calçados de bico fino no dia a dia, vale a pena acender o sinal de alerta. Embora esse tipo de sapato traga elegância ao visual, o preço pago em conforto e saúde pode ser alto. Afinal, as estatísticas mostram que 90% dos casos de joanete atingem as mulheres, contra apenas 10% nos homens. E a pergunta que fica é: salto alto causa joanete?

Descubra se o salto alto causa joanete e tire 10 dúvidas frequentes sobre prevenção, sintomas, calosidades e opções de tratamento cirúrgico
Descubra se o salto alto causa joanete e tire 10 dúvidas frequentes sobre prevenção, sintomas, calosidades e opções de tratamento cirúrgico
Foto: Edward Berthelot/Getty Images Entertainment / Bons Fluidos

Salto alto causa joanete?

Cientificamente chamado de hálux valgo, o joanete é uma deformidade progressiva gerada pelo desvio na angulação dos ossos na base do dedão do pé. Com isso, o dedão vai em direção ao segundo dedo, sobrecarregando as laterais do pé. Além do desalinhamento, a pressão constante pode criar uma bolsa cheia de líquido — a bursite —, provocando dores intensas e vermelhidão.

No geral, o problema surge entre os 20 e 30 anos, combinando fatores genéticos (predisposição hereditária) a hábitos externos. "O joanete se forma por fatores intrínsecos que envolvem genética e hereditariedade e os extrínsecos, como o uso de sapato de bico fino, que ajudam a formar ou acentuar o problema", explicou o ortopedista André Jorge ao 'Terra'.

A relação direta com o salto alto e bico fino

O salto alto associado ao bico fino funciona como um acelerador da deformidade. "Com salto alto, a tendência do pé é escorregar pra frente. Com o bico fino, a tendência é empurrar o dedão em direção ao segundo dedo. A maioria das mulheres une o salto alto e o bico fino e isso piora muito a deformidade", afirmou o médico Miguel Viana ao portal.

Com a progressão, a estrutura deixa de suportar o peso do corpo corretamente, resultando em dor crônica, tendinite e calos. "O calo é uma reação que a pele faz, um tipo de proteção, pelo atrito de alguma saliência do pé. Já o joanete é uma alteração na modalidade do osso", diferenciou André.

É possível evitar ou tratar sem cirurgia?

Para quem busca prevenção, a recomendação principal é o uso racional de saltos e a escolha de calçados amplos na frente, com saltos de no máximo quatro centímetros. Contudo, paliativos como protetores ou afastadores de silicone servem apenas para aliviar o atrito pontual, sem corrigir o osso.

  • Tratamento conservador: Uso de sapatos confortáveis, compressas de gelo e anti-inflamatórios para controlar os sintomas.

  • Solução definitiva: Apenas o procedimento cirúrgico realinha a estrutura óssea.

Quando a cirurgia é necessária e como é a recuperação?

Os médicos enfatizaram que a cirurgia não deve ser feita por motivos meramente estéticos, mas sim para solucionar dores crônicas que comprometem a qualidade de vida. A técnica mais comum é a osteotomia, na qual o osso é cortado e realinhado com microparafusos em um procedimento de cerca de uma hora.

Além disso, a evolução médica reduziu drasticamente o risco do problema retornar. "Antigamente, o paciente tinha grandes riscos de que o problema reaparecesse. Fazia cirurgia e tinha 80% certeza de que iria voltar. Hoje, esse risco diminui para 5%", destacou André Jorge.

Por fim, no pós-operatório, o paciente já consegue caminhar no dia seguinte utilizando a Sandália de Barouk (calçado especial de apoio). Os pontos são retirados em 15 dias e o retorno aos sapatos baixos ocorre entre 45 e 60 dias. Em suma, equilibrar o uso do salto com momentos de descanso é a melhor estratégia para proteger a caminhada.

Bons Fluidos
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