Rodrigo Garcia fala sobre sua estreia em Percy Jackson
Com mais de 15 musicais no currículo, artista encara novos desafios ao interpretar dois vilões na produção teatral
Com mais de 15 musicais na carreira, o ator Rodrigo Garcia estreia em "Percy Jackson - O Ladrão de Raios: O Musical" encarando o desafio de interpretar dois vilões, incluindo Luke. Para diferenciar os papéis e equilibrar a jovialidade e a densidade dramática dos personagens, Garcia passou por uma intensa preparação vocal focada em distorções sonoras. O artista destacou a riqueza do universo da obra e como sua bagagem técnica e o contato com o jovem elenco renovaram suas perspectivas artísticas.
Ator fala sobre a preparação vocal para Percy Jackson, a construção de personagens complexos e a experiência de integrar o elenco da produção
Com mais de 15 musicais no currículo, Rodrigo Garcia está acostumado aos desafios dos palcos. Depois de interpretar personagens como Dmitry, em Anastasia, Don Lockwood, em Cantando na Chuva, e Link Larkin, em Hairspray, o ator encara uma nova experiência em Percy Jackson - O Ladrão de Raios: O Musical.
Na produção, ele interpreta dois vilões com características distintas e precisou se dedicar a uma longa preparação vocal para construir as vozes dos personagens. Em entrevista a Revista Malu, Rodrigo fala sobre o processo de criação de Luke, sua relação com o universo da história e como o espetáculo tem ampliado suas possibilidades artísticas.
Como foi o preparo para o musical e quais foram os principais desafios dessa preparação?
"Foi uma das preparações mais longas da minha carreira. Interpretar dois vilões, com características completamente diferentes, está sendo um desafio maravilhoso. Estou desde janeiro fazendo aulas de canto com um especialista em distorções vocais para poder trazer características distintas para os personagens. E o processo de encontrar essas vozes foi maravilhoso."
Você já conhecia o universo de Percy Jackson? Já tinha lido os livros, assistido à série ou aos filmes? Como foi reencontrar essa história agora pelo musical?
"Eu tinha uma vaga lembrança de ter assistido ao filme na adolescência. Quando soube da audição, quis retomar e aprofundar o contato com a história, e foi uma surpresa. Devorei o livro, maratonei a série e revi o filme. É um universo muito rico e complexo, cheio de referências e possibilidades que me animaram ainda mais para os testes."
Luke tem uma relação muito próxima com Percy e ocupa um lugar importante dentro do Acampamento Meio-Sangue. O que mais te interessou nas diferentes camadas desse personagem?
"Acima de tudo, Luke é um líder nato. Minha sensação é que a relação conturbada com o pai, Hermes, fez dele alguém que tenta suprir a falta dessa figura de referência para os outros campistas. Ao mesmo tempo, a dor e a revolta o consomem. E essa dualidade é muito interessante para mim como ator."
Você já interpretou personagens muito marcantes em musicais como Dmitry, em Anastasia, Don Lockwood, em Cantando na Chuva, e Link Larkin, em Hairspray. O que foi diferente ao construir Luke?
"Tirando a parte da vilania, que já é um novo desafio por si só, acho que encontrar um equilíbrio entre a jovialidade e a densidade desse personagem foi o que mais me desafiou. Busquei construir profundidade nas emoções, sem comprometer a linguagem e a pouca idade desses adolescentes."
Você também é professor de canto e já trabalhou como copista, organizando partituras de grandes produções. Como esse conhecimento musical mais técnico contribui para o seu trabalho como intérprete?
"Sou muito grato por ter tido uma formação tão abrangente. A linguagem musical é extremamente rica; saber ler e interpretar uma partitura abre possibilidades que refletem nas escolhas cênicas e o aproximam muito mais rápido do material. E especificamente neste processo, por ter de aprender ajustes vocais praticamente do zero, colocou-me no lugar de um aluno iniciante novamente. Mas estar do outro lado como professor traz uma maturidade muito importante para o aprendizado."
Depois de mais de 15 musicais no currículo e de estar atualmente em TINA, o que ainda faz você se sentir desafiado por um novo espetáculo? E o que Percy Jackson representa nesse momento da sua trajetória?
"O teatro é sempre uma tela em branco, e isso já é um desafio que nos mantém como artistas. Mas Percy me colocou em um estado mais curioso sobre as minhas possibilidades de fazer arte. Ao mesmo tempo em que olho para trás para beber da experiência, estou com um elenco muito jovem e extremamente talentoso que renova minha vontade de estar no palco. Vou me lembrar desta temporada com muito carinho. Fiz novos amigos, desbloqueiei habilidades que nunca imaginei precisar e até mudei o visual."
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