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Quem foi Débora Cruz, sobrinha de Arlindo Cruz que morreu aos 45 anos?

Cantora construiu uma carreira no samba ao lado de grandes nomes do gênero e precisou interromper a vida artística após um AVC

22 jul 2026 - 10h40
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O samba brasileiro perdeu uma de suas vozes nesta terça-feira (21). Débora Cruz, sobrinha de Arlindo Cruz e filha do compositor Acyr Marques, morreu aos 45 anos. A família não divulgou a causa da morte. O primo da cantora, o cantor Arlindinho, comunicou o falecimento nas redes sociais.

Débora Cruz construiu uma carreira no samba ao lado de grandes nomes do gênero e precisou interromper a vida artística após um AVC
Débora Cruz construiu uma carreira no samba ao lado de grandes nomes do gênero e precisou interromper a vida artística após um AVC
Foto: Reprodução/Instagram/@cantoradeboracruz / Bons Fluidos

Ao prestar homenagem, o familiar relembrou a parceria entre os dois e destacou a importância da artista para a família: "Hoje a nossa família se despede da sua voz mais linda. Tive a honra de dividir o palco com você, e esses momentos ficarão guardados para sempre na minha memória." Em seguida, acrescentou: "Obrigado por tudo o que você representou para nós. Sua voz será eterna. Descanse em paz. Nós te amamos."

Quem foi Débora Cruz?

Débora Baroni da Cruz nasceu em uma família que fez história no samba. Filha de Acyr Marques, autor de clássicos como Insensato Destino, Coisa de Pele, Estrela da Paz e Fogueira de uma Paixão, ela cresceu cercada pela música e começou a cantar ainda criança em uma igreja evangélica, onde também tocava teclado.

Com o passar dos anos, então, decidiu seguir carreira no samba e construiu seu próprio espaço no gênero. Dona de uma voz marcante, cantou em shows e gravações com artistas como Carlos Dafé, Reinaldo, Xande de Pilares, Wander Pires, Beleleu e o próprio Arlindo Cruz, conquistando espaço nas rodas de samba do Rio de Janeiro.

Outro momento importante de sua trajetória aconteceu em 2002, quando interpretou 'Sambista de Fato' no Festival Fábrica do Samba, no Maracanãzinho. O pai compôs a música especialmente para ela, o que ajudou a projetar ainda mais seu nome no cenário do samba.

Além dos palcos, Débora também construiu uma ligação forte com o Carnaval carioca. Ela integrou o carro de som do Arranco de Cascadura e, posteriormente, cantou em escolas tradicionais, como Estácio de Sá, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos do Viradouro.

Últimos trabalhos

Mesmo após décadas de carreira, a cantora seguia em atividade. Ela gravou seu trabalho audiovisual mais recente ao lado do grupo Terreiro do Crioulo, projeto dedicado às raízes do samba que reafirmou sua conexão com o gênero.

Pouco tempo depois, porém, a rotina de Débora mudou completamente. A cantora sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), o que a levou a interromper a carreira artística e se afastar dos shows. Desde então, ela permaneceu longe dos palcos para se dedicar à recuperação e aos cuidados com a saúde.

Agora, Débora Cruz deixa um legado construído ao longo de décadas de dedicação ao samba. Sua trajetória uniu tradição familiar, talento próprio e uma voz que marcou apresentações, gravações e o Carnaval carioca.

Bons Fluidos
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