Queima calórica depois do treino: 4 atividades que prolongam o gasto de energia
Treinos de força, HIIT, circuito funcional e caminhada intervalada podem aumentar o gasto energético durante o período de recuperação
O efeito EPOC consiste no gasto contínuo de calorias pelo organismo após o treino para reparar tecidos e normalizar funções vitais. Atividades intensas e que envolvem grandes grupos musculares, como musculação, HIIT, circuitos funcionais e caminhadas intervaladas, potencializam essa queima prolongada, que varia conforme o esforço e fatores individuais. Contudo, especialistas ressaltam que o foco principal deve ser a consistência e a adequação do exercício aos limites de cada pessoa.
Você sabia que o organismo pode continuar gastando energia mesmo depois que o treino termina? Esse fenômeno recebe o nome de EPOC, sigla em inglês para consumo excessivo de oxigênio pós-exercício, e está relacionado ao processo de recuperação do corpo após atividades mais intensas. Segundo o site 'Boa Forma', exercícios que exigem bastante esforço e envolvem grandes grupos musculares tendem a favorecer esse efeito. Isso acontece porque o organismo continua trabalhando para recuperar os estoques de energia, normalizar funções e reparar os tecidos utilizados durante a atividade.
O que é o efeito EPOC?
Durante uma atividade física intensa, o corpo aumenta a demanda por oxigênio e energia. Quando o exercício termina, entretanto, alguns processos de recuperação continuam acontecendo e mantêm o gasto energético acima do nível de repouso por determinado período. Por isso, a intensidade do treino influencia o efeito. Quanto maior a exigência física, maior tende a ser a necessidade de recuperação do organismo, embora a duração e a magnitude desse gasto adicional variem de acordo com fatores individuais e com o tipo de exercício realizado.
1. Treino de força
A musculação está entre as modalidades que podem estimular o EPOC. Depois da sessão, o organismo precisa realizar processos relacionados à recuperação muscular, à reposição dos estoques de energia e à regulação de diferentes funções. Dessa forma, o gasto energético não fica restrito aos minutos em que a pessoa permanece levantando pesos. Além disso, exercícios que recrutam grandes grupos musculares podem aumentar a demanda durante a recuperação.
2. HIIT é ótimo para a queima calórica prolongada
O treinamento intervalado de alta intensidade também aparece entre as atividades associadas ao efeito EPOC. Nesse modelo, períodos curtos de esforço elevado se alternam com momentos de recuperação, fazendo com que a frequência cardíaca aumente bastante durante a sessão. Segundo o personal trainer Waldyr Maciel, ouvido pela publicação, a intensidade do HIIT faz com que o organismo precise de mais tempo para se recuperar. A publicação cita que esse efeito pode permanecer por até cerca de 48 horas, mas o período varia conforme o treino e as características de cada pessoa.
3. Queima calórica no treino funcional em circuito
Outra opção é o treinamento funcional realizado em circuito. Normalmente, esse formato reúne exercícios multiarticulares, diferentes grupos musculares e intervalos curtos entre as atividades. Com isso, a sessão mantém uma demanda metabólica elevada e pode contribuir para um maior gasto energético durante a recuperação. Além disso, a combinação de movimentos faz com que diferentes regiões do corpo trabalhem ao longo do treino.
4. Caminhada intervalada
Até mesmo a caminhada pode ganhar mais intensidade quando incorpora intervalos. Nesse caso, a pessoa alterna períodos de caminhada ou trote com momentos mais rápidos, elevando a frequência cardíaca ao longo da sessão. Esse formato aumenta a demanda de oxigênio durante o exercício e pode estimular o EPOC. Assim, para quem não realiza treinos de alta intensidade tradicionais, a caminhada intervalada surge como uma alternativa para variar o estímulo.
O que realmente importa no exercício?
Embora o EPOC contribua para o gasto energético após a atividade, ele não significa que o corpo continuará queimando grandes quantidades de calorias automaticamente. O gasto adicional depende da intensidade, da duração e do tipo de exercício, além das características individuais. Por isso, o mais importante é escolher uma atividade adequada ao condicionamento físico e manter uma rotina regular. Afinal, os benefícios do exercício vão muito além das calorias gastas depois do treino.
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